Câmara contra o feminicídio: veja cobertura

✅ Evento é promovido pela Escola do Legislativo (Elemmor), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres. Assista ➡️ 

🚺 Atividade tinha como objetivo “analisar as políticas de combate ao feminicídio e ajudar a sociedade a refletir sobre as violações que são praticadas contra as mulheres”.

📰 📷 Acompanhe abaixo a cobertura especial.

 


14h00

Geral Feminicídio 06.03.2026 2Evento contra feminicídio reuniu autoridades na Câmara; veja galeria de imagens

O evento “Câmara de Monte Mor contra o feminicídio e as demais formas de violência contra as mulheres” durou cerca de duas horas, com transmissão ao vivo pela internet.

Promovida pela Escola do Legislativo (Elemmor), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, a atividade contou com a presença de 61 pessoas.

Diversas autoridades, de distintas áreas de atuação, participaram da plenária, reforçando a importância de um diálogo entre os vários setores, visando ao enfrentamento da violência doméstica.

Além dos palestrantes, representantes da sociedade civil puderam discorrer sobre o assunto, reforçando a importância desse trabalho conjunto.

Acompanhe, nesta página, uma cobertura especial sobre o evento. 

Galeria de Imagens

(Notícia atualizada às 14h27, para correção da quantidade de pessoas presentes: foram cerca de 60, e não 90, como constava na versão anterior).

 


12h50

MárcioRamos 06.03.2026Elemmor reforça importância de ação intersetorial e cita projeto de escola

O diretor da Escola do Legislativo, Márcio Ramos, também destacou a importância de ações intersetoriais no combate ao feminicídio e às outras práticas de violência contra a mulher.

Ele lembrou que, desde 2023, o dia 7 de agosto é definido pelo município de Monte Mor como a data para que escolas realizem ações de combate a esses crimes, garantindo a conscientização.

Ele informou que a Secretaria de Educação foi convidada para o evento desta sexta-feira (6), mas não pôde estar presente.

Além disso, Márcio exibiu um cartaz do projeto “Não se cale”, desenvolvido pela Escola Leonardo Rodrigues da Silva, do São Clemente, em alusão ao Agosto Lilás.

“O desenvolvimento dessas atividades possibilitou aos estudantes refletirem criticamente sobre seus próprios comportamentos”, afirmou, citando a “responsabilidade coletiva” em relação ao assunto.

Segundo o diretor da Elemmor, esse projeto “cumpriu um papel fundamental no processo de formação da cidadania, estimulando atitudes de respeito, solidariedade e justiça social”.

 A diretora da Escola, Andressa de Sousa Rodrigues Mesko, esteve presente no evento da Câmara, realizado em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres.

Na ocasião, também foi exibido um vídeo de uma manifestação cultural, artística, relacionada à Lei Maria da Penha e ao combate da violência (assista no YouTube).

 


12h30

LudmilaEPricila 06.03.2026Evento destaca ações de áreas diversas, incluindo Segurança Pública e Saúde 

Representando a Patrulha Maria da Penha no evento contra o feminicídio, a servidora da prefeitura Ludmila Santos abordou alguns dados do programa de combate à violência doméstica da Guarda Civil Municipal (GCM).

A Patrulha foi criada pela Lei Municipal 2417/2017, aprovada pela Câmara, e visa “oferecer proteção às mulheres em situação de violência”, via “atuação preventiva e comunitária” da GCM.

Ludmila lembrou que a iniciativa foi “inovadora”, tornando-se uma referência na região e no Estado.

A servidora mencionou que, mensalmente, são recebidas uma média de 15 a 20 ocorrências de medidas protetivas, encaminhadas via Ministério Público.

Segundo ela, a Patrulha Maria da Penha atendeu 126 ocorrências entre junho de 2025 e março de 2026, e fez 1,4 mil fiscalizações de medida protetivas ao longo do último ano.

No evento, a enfermeira Priscila Chacon disse que a Secretaria de Saúde contabilizou 55 casos de violência doméstica, em 2025, via sistema de notificação compulsória.

“A notificação é obrigatória, é sigilosa, e o acolhimento é o primeiro passo”, salientou.

“Então, dentro da Saúde, uma mulher, quando ela decide contar o que ela está vivendo, ela precisa encontrar apoio e não julgamento”, completou a profissional.

Ela disse que médicos e enfermeiros são orientados a promoverem uma consulta “de qualidade”, que viabilize um acolhimento, que “salva vidas”.

Além do “atendimento imediato e humanizado” e da “notificação compulsória” dos casos, Priscila mencionou a coleta de exames e de Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

 


11h30

TaisBoareto 06.03.2026 02Enfrentamento da violência exige ação conjunta; medidas legais garantem direitos

Taís Boareto, presidente da OAB Capivari, lembrou que a Advocacia exerce um papel importante, de “orientar, informar e demonstrar os caminhos jurídicos” visando à proteção dos direitos da mulher e da sua dignidade. 

A palestrante ressaltou que, além da agressão física, outros tipos de violência, como a moral, a psicológica, a sexual e a patrimonial também estão previstas na legislação brasileira.

“Têm medidas na lei que podem ser utilizadas, para proteger esses direitos dessas mulheres”, afirmou, citando garantias como:

  • o pedido de pagamento de pensão alimentícia ao agressor, nos casos de mulheres que dependem financeiramente dele;
  • o ingresso da ação de divórcio em qualquer localidade, evitando que o agressor tenha ciência do endereço da vítima.

A advogada ressaltou que a OAB integra o Projeto Flor de Lótus, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, que garante “apoio psicológico, orientação jurídica, assistência social e educacional” às mulheres que sofrem violência doméstica. 

Ludmila Santos abordou as políticas desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento, pela Patrulha Maria da Penha e pelo Flor de Lótus. 

Ela frisou que, entre as formas de prevenção e enfrentamento da violência está o “reconhecimento e nomeação” da mesma, além de serviços e da conscientização social. 

A profissional elencou as políticas da assistência social do município, que incluem:

✔️ atendimentos individualizados de acolhimento e orientação, no CRAS Centro e Jardim Paulista, no CREAS e via Projeto Flor de Lótus;

✔️ acolhimentos no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) exclusivo para mulheres. 

Ludmila também citou ações como o acompanhamento e orientação da Patrulha Maria da Penha, e o agendamento de transporte ao Instituto Médico Legal, quando necessário.

 


11h00

promotorPedroRocha 06.03.2026Em 2025, Monte Mor teve 443 casos de violência contra a mulher

No ano passado, Monte Mor contabilizou um total de 211 pedidos de medidas protetivas de mulheres contra os seus agressores.

No mesmo período, “foram formalizados junto ao sistema de Justiça, 443 casos de violência doméstica no nosso município. Ou seja, um número superior a um caso por dia”.

As informações foram repassadas pelo promotor de justiça Pedro José Rocha e Silva.

Ele lembrou que esses dados refletem apenas os casos que foram levados ao conhecimento das autoridades – ou seja, pode haver subnotificação.

Do total de 443 casos de violência, explicou o promotor, 33 são relativos a “descumprimento de medidas protetivas”. 

Ainda segundo o representante do Ministério Público, a cidade registrou 1 feminicídio consumado e 1 feminicídio tentado, em 2025.

“Os números são assustadores e sempre que nós paramos para analisá-los, verificamos uma crescente”, afirmou o promotor, citando um cenário de “real pandemia”.

Segundo ele, no ano passado o país registrou 1568 casos de feminicídio – um aumento de 5% em relação a 2024. “Essa crescente das estatísticas continua”, afirmou.

O promotor também citou a importância de que iniciativas realizadas pelos Poderes permitam o diálogo intersetorial, demonstrando preocupação com a efetivação de políticas públicas.

 


10h27

Nely 06.03.2026Estatísticas comprovam gravidade do feminicídio; palestrante cita números

Nely Castanheira, diretora da Escola do Legislativo de Campinas (Elecamp) e presidente da Associação Paulista de Escolas (Apel), citou o aumento do número de feminicídios no Estado de São Paulo e no país.

“Desde 2018, os registros de feminicídio no estado mais populoso do Brasil cresceram na maior parte dos anos, com 2025 registrando o maior número da série histórica disponível (266 casos)”, informou a palestrante, na apresentação.

Ela lembrou que o Brasil teve 12 mil mulheres assassinadas (ou seja, vítimas de feminicídio) na última década. E frisou a importância das Escolas Legislativas, para a conscientização sobre o problema.

Nely afirmou que houve “163 milhões de pesquisas, no Google, no ano passado, de como matar uma mulher sem deixar rastros”.

“Esses números, esses fatos, eles têm que nos dizer alguma coisa”, completou.

Segundo ela, as Escolas Legislativas podem auxiliar a partir da:

✅ Formação e capacitação técnica – inclusive com a promoção de cursos sobre aplicação da Lei Maria da Penha;

✅ Educação cidadã e prevenção – a partir de temas diversos, como debates sobre igualdade de gênero;

✅ Produção e difusão de conhecimento – com a realização de seminários e publicação de estudos.

Exemplares da Lei Maria da Penha em Miúdos foram distribuídos durante o evento.

 


9h57

Geral Feminicídio 06.03.2026Entidades de defesa dos direitos das mulheres participam do evento

O Plenário da Câmara está cheio em mais uma atividade de conscientização. 

Representantes de conselhos dos Direitos das Mulheres, da Associação das Mulheres Contra a Violência, do Movimento Promotoras Legais Populares, do Projeto Flor de Lótus e de outras entidades participam da abertura do evento contra o feminicídio, nesta sexta-feira (6).

A OAB de Capivari é representada pela presidente Taís Boareto e pela diretora Maria Inêz Ferreira Da Silva. Do Ministério Público, participa o promotor José Rocha e Silva e, da Polícia Civil de Sumaré, a delegada Nathália Cabral. 

“É uma causa legítima, que nós precisamos, sim, nos reunir e lutar em prol dos direitos da mulher”, afirmou a vereadora Camilla Hellen (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres.

No evento, o vereador Alexandre Pinheiro (Republicanos) está representando o presidente Beto Carvalho (PP), ausente por motivo de problema de saúde na família. 

O vereador Edson Silva (PL) também participa, assim como servidores públicos municipais. 

“É urgente e necessária a reflexão da sociedade e suas instituições sobre a violência de gênero, suas várias formas, em especial o feminicídio, que é a face mais cruel contra a pessoa, por ser mulher”, disse Márcio Ramos, diretor da Escola do Legislativo.

 


 8h31

feminicídio Paulo H. Carvalho Agência Brasília 2024Mês da Mulher: Plenário sedia evento sobre feminicídio a partir das 9h

Está tudo pronto no Plenário para o evento “Câmara de Monte Mor contra o feminicídio e demais formas de violência contra as mulheres”.

A partir das 9 horas, a Casa deverá receber as 43 pessoas que se inscreveram para a atividade de conscientização, além de autoridades diversas, incluindo vereadores.

Segundo a Escola do Legislativo (Elemmor), a ideia é “analisar as políticas de combate ao feminicídio e ajudar a sociedade a refletir sobre as violações que são praticadas contra as mulheres”.

O evento ocorre às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8).

Além da transmissão ao vivo, pelo YouTube e Facebook, será feita uma cobertura especial, no site da Câmara.

A atividade é organizada pela Escola do Legislativo, em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, presidida pela vereadora Camilla Hellen (Republicanos).

  


card Insta feminicídio 2026 editCâmara de Monte Mor Contra o Feminicídio - Cobertura Especial

Design Web: Marcelo Landi e Carlos Malaquias 

Reportagens: Rodrigo Galdino

Fotos: Carlos Malaquias

Coordenador de Comunicação: Luciano Martins

 

Camilla diz que poderá perder o mandato

CamillaHellen 02.03.2026“Uma mulher eleita legitimamente poderá perder a sua cadeira”, lamentou CamillaNa sessão ordinária desta segunda-feira (2), a vereadora Camilla Hellen (Republicanos) disse que a existência de “sistemas de burla e de fraude à cota de gênero” nas eleições municipais poderá levar à perda do seu mandato.

“Infelizmente, uma mulher eleita legitimamente, tendo a sexta maior votação desta cidade neste pleito de 2024, poderá perder a sua cadeira”, lamentou.

Ela se referia ao processo que anulou os votos do partido Solidariedade, por suposta fraude à cota de gênero, e determinou a recontagem, o que poderá alterar a composição da Câmara.

“Serão 556 pessoas que deixarão de ser representadas por [causa de] uma fraude, uma burla ao sistema”, criticou, citando a quantidade expressiva de votos obtidos por ela no pleito

Para a parlamentar, a “letra fria” da lei não previu “que no afã de querer promover o ingresso da mulher ao pleito, [se] poderia tirar uma outra que foi eleita legitimamente, honestamente”.

“Infelizmente, esse é o nosso sistema eleitoral brasileiro”, criticou. Ainda segundo a vereadora, a situação mostra o quanto as mulheres ainda precisam lutar.

“Para não sermos mais usadas como massa de manobra, seja para concorrer à eleição ou para eleger aqueles que detêm o poder nas mãos”, afirmou, em tom crítico.

Camilla ainda afirmou que poderá ser “substituída, pasmem, por um homem” na Câmara, caso seu mandato seja cassado. “Isso é uma vergonha”, concluiu.

Voto feminino

Na sessão plenária, a parlamentar ainda comentou que 24 de fevereiro de 1932 foi a data em que as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil.

“A data é marcada por muita luta, por muita discussão, por muitas tentativas de burla, como [ocorre] sempre, até hoje”, afirmou, em seu pronunciamento.

“Nós vemos muito isso, [muitas tentativas] de querer colocar a mulher nunca como papel principal, mas sempre como coadjuvante”, ressaltou.

Camilla convida para evento sobre feminicídio

CamillaHellen 19.02.2026 02Camilla lembrou que o país “bateu recorde de vítimas de feminicídio em 2025”Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, a vereadora Camilla Hellen (Republicanos) reforça o convite para o evento de “combate ao feminicídio”, que ocorre no dia 6 de março, às 9 horas, na Câmara.

“Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e nós precisamos, além de falar do empoderamento feminino, nós precisamos também falar da violência”, afirmou.

Na sessão ordinária, na última quinta-feira (19), ela destacou que o país “bateu recorde de vítimas de feminicídio em 2025”.

“E São Paulo, infelizmente, possui o maior índice entre todos os Estados”, completou.

Camilla também agradeceu à Câmara e a Escola do Legislativo (Elemmor) pelo convite para participação no evento, que é “importantíssimo”.

“Nós temos meses voltados para a mulher, para fomentar o empoderamento, para combater a violência, mas será que isso está surtindo efeito?”, questionou, frisando a importância da atividade.

As inscrições para a atividade podem ser feitas até o dia 4 de março, pelo e-mail elemmor@camaramontemor.sp.gov.br e pelo Whatsapp (19) 3889-2780.

Conscientização

A vereadora disse que, após a Frente realizar uma palestra numa escola, uma adolescente “teve a coragem de denunciar o próprio pai, porque a mãe não tinha coragem [de fazê-lo]”.

“A gente precisa tratar a base, principalmente nas escolas, mas eu acredito que isso deva ser assunto nos bairros, nas comunidades, nas igrejas”, citou, sobre a importância da conscientização sobre o problema. 

Moção pede apoio para recuperar asfalto

Recap 06.03.2025Recapeamento de ruas do centro (Foto: Prefeitura | 06/03/2025)A partir da Moção 4/2026, de Apelo, os vereadores solicitam que o governador Tarcísio de Freitas dê “uma atenção especial à recuperação da malha asfáltica do município”.

A propositura foi aprovada por unanimidade nesta quinta-feira (19), na sessão ordinária.

Os parlamentares pedem que o Estado garanta “recursos, convênios ou programas” para recuperar o asfalto. 

O objetivo, acrescentam, é garantir “melhores condições de tráfego, segurança e qualidade de vida à população”.

Deterioração avançada

Os autores destacam que diversas vias públicas do município estão “em avançado estado de deterioração, apresentando buracos, desníveis e desgaste excessivo do pavimento”.

Além disso, salientam que a situação compromete “a segurança de motoristas, pedestres e ciclistas”, e gera prejuízos à mobilidade, ao transporte e ao desenvolvimento econômico.

Autoria conjunta

A Moção de Apelo é de autoria do vereador Bruno Leite (UNIÃO), primeiro signatário do documento, em coautoria com: 

  • Andrea Garcia (PSD), 
  • Beto Carvalho (PP), 
  • Camilla Hellen (Republicanos), 
  • Clair Gomes (PSB), 
  • Edson Silva (PL), 
  • João do Bar (PSB), 
  • Milziane Menezes (MDB), 
  • Pavão da Academia (PDT), 
  • Professor Adriel (PDT), 
  • Renato Olivatto (PSDB), 
  • Roger Santos (PT), 
  • e Wal da Farmácia (PSB).

Problema grave

“Nós temos um problema que assola a nossa cidade, a malha asfáltica do município precisa ser recuperada”, afirmou Bruno, ao debater o assunto antes da votação.

Ele disse que munícipes reclamam “que não conseguem transitar com qualidade”, e destacou a existência de bairros “sem escoamento adequado de água”, o que deteriora o asfalto.

O vereador defendeu um cronograma “a curto, médio e longo prazo” para recuperar o asfalto. Wal, Andrea, Edson, Adriel, Josuel e o presidente Beto também comentaram a Moção. 

Parlamentares, inclusive, disseram que a prefeitura planeja recapeamentos e citaram a conquista de emendas para as obras. 

Foto Lado a Lado