Frente Parlamentar visa “reforçar os valores da família e a defesa da vida na cidade”A Frente Parlamentar em Prol da Vida e da Família promoveu um evento nesta terça-feira (12), no Plenário, contemplando quatro palestras sobre assistolia fetal.
Criticado pelos presentes, o procedimento consiste na injeção de cloreto de potássio para interromper os batimentos cardíacos do feto, antes da sua retirada do útero.
Logo na abertura, foi destacado que a Frente Parlamentar foi criada com o objetivo de “reforçar os valores da família e a defesa da vida na cidade”.
Argumentos contrários ao aborto - autorizado por lei nos casos de risco de morte para a mãe, estupro e feto anencefálico - foram emitidos na atividade, que durou quase três horas.
Resolução
A assistolia fetal é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os casos em que é necessário interromper a gravidez após 22 semanas de gestação.
A prática é alvo de Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que visa proibi-la.
Essa Resolução encontra-se atualmente suspensa, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e aguarda votação no plenário do órgão.
Palestras
As palestras foram ministradas pelas seguintes profissionais:
- Fabiana Aparecida de Oliveira, pedagoga e terapeuta ocupacional;
- Amanda Silva Palma, advogada especialista em Direito Público, Penal e Processual;
- Karina Fernanda da Silva, advogada especialista em Direito Previdenciário;
- Rafaela Lima Santos, médica.
Todas criticaram a assistolia fetal, expressando argumentos contrários à prática.
Mesa
A mesa de honra do evento foi composta pelo presidente da Frente Parlamentar, vereador Edson Silva (PL), e pelo membro do colegiado, Alexandre Pinheiro (Republicanos).
Nick Schneider, vereador de Campinas, também participou.
“Quando falamos da defesa da família, falamos da vida desde a concepção até a morte natural”, afirmou Edson, criticando a assistolia fetal em vários momentos de fala.
Alexandre também citou a importância de se disseminar informações sobre o assunto e, referindo-se à assistolia, defendeu o combate desse “crime contra a vida”.
O padre Fábio, de Monte Mor, e outros representantes da sociedade também participaram.
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