Respectivamente, Professor Adriel e Bruno Leite falaram contra e a favor dos RequerimentosOs Requerimentos 26/2026, cobrando informações e documentos sobre o abastecimento de remédios, e 27/2026, pedindo esclarecimentos sobre serviços de iluminação pública, foram debatidos na sessão ordinária desta segunda-feira (8).
As matérias legislativas são de autoria do vereador Bruno Leite (UNIÃO) e foram rejeitadas com dez votos contrários e dois favoráveis.
Bruno pediu a aprovação; já Professor Adriel (PDT) recomendou a rejeição dos documentos.
Abaixo, leia um resumo dos argumentos de cada um.
Contrário
Líder do governo Murilo Rinaldo na Câmara, Professor Adriel defendeu a rejeição.
Ele disse que “a maioria das informações” já estão no portal da transparência da prefeitura.
Adriel relatou que os contratos estão disponibilizados no portal; e disse que, na atual legislatura, 44 Requerimentos foram aprovados.
Ele questionou quais destes pedidos de informação geraram “algum desdobramento”, como Comissões Processantes, Comissões de Inquérito ou inquérito civil.
Para o parlamentar, essa “quantidade exacerbada de Requerimentos aprovados”, sem indício de irregularidades, traz “uma falsa sensação” de que a fiscalização estaria acontecendo.
Segundo ele, os Requerimentos não impedem infrações, e tumultuam a administração.
A favor
Bruno Leite disse que os Requerimentos fiscalizam a gestão, e, caso fossem rejeitados, seriam levados ao Ministério Público.
“As ferramentas que o vereador tem para fiscalizar [...] são os Requerimentos, os ofícios”, disse.
Ele destacou que ofícios e Requerimentos “sequer são respondidos pela prefeitura”.
“Como que a gente vai fiscalizar? Para que serve um vereador, aqui? Somente para aprovar nome de rua e Moção?”, questionou.
O parlamentar ainda citou a dificuldade de se localizar os dados e “todas as informações necessárias” no portal da transparência do Poder Executivo.
Bruno também disse que os Requerimentos visam defender a população.
“Se não há nada de errado, por que não responder?”, perguntou.