Audiência realizada no Plenário contou com a presença de diversos munícipesNa audiência pública que debateu a campanha “Saúde sim, Violência Não”, três profissionais da área da Saúde relataram já ter sofrido agressões durante a atuação profissional.
Os debates foram encabeçados pela Comissão de Meio Ambiente, Educação, Cultura e Outros Assuntos (CMA), que organizou o evento, realizado nesta terça-feira (11).
Na ocasião, a servidora pública municipal Simone Barbosa deu um depoimento sobre uma situação de violência sofrida no local de trabalho, no dia 5 de maio.
Ela atua como enfermeira da Unidade de Saúde da Família (USF) Higor, no Centro.
Além de agressões verbais e ameaça de morte, a profissional afirma que foi enforcada e jogada no chão por uma paciente que buscava atendimento pediátrico para o filho.
Após o ocorrido, disse Simone, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada; um Boletim de Ocorrência (BO) também foi registrado.
Abalo
“Eu me senti muito abalada, não me senti acolhida por quem deveria ter sido acolhida”, afirmou a servidora, que está afastada do trabalho, atualmente.
Ela destacou que sua atuação profissional é pautada pela empatia com os pacientes; se disse envergonhada, pelo ocorrido; e se emocionou em alguns momentos.
“Eu me senti completamente desrespeitada, uma inútil, na verdade [...] Espero, de verdade, que algo seja feito, porque está muito difícil, está muito difícil trabalhar hoje”, relatou.
Simone também pediu uma conscientização das autoridades, sobre o problema. “Eu gostaria de me sentir segura para trabalhar”, finalizou a funcionária pública.
Assédio
Enfermeira, Maria Regiane Lavelha também relatou já ter sofrido agressões no trabalho.
Além dos casos de violência física e psicológica, ela disse que as profissionais da Saúde sofrem assédios cometidos pelos próprios pacientes.
“É complicado esse mundo nosso, do trabalho da enfermagem”, relatou.
“Vamos apoiar toda a nossa equipe de Saúde”, anunciou, citando que fará “o possível para diminuir essa violência”, dando o devido acolhimento aos profissionais.
Racismo
Adriana Botelho, do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Campinas e Região (SinSaúde), citou a importância das campanhas de conscientização.
Enfermeira, a profissional também disse que já sofreu agressão física e verbal, e racismo.
“É obrigação do empregador fornecer um ambiente tranquilo e respeitoso para os trabalhadores”, afirmou.