Josuel afirma que sofre perseguição e ameaças

JosuelDaConceição 28.10.2025“A intenção não é corrigir irregularidades e crimes, a intenção é humilhar”, disse JosuelO vereador Josuel da Conceição (PSD) afirma que é alvo de perseguição e de ameaças.

Durante dois discursos, ele comentou a Denúncia 4/2025, rejeitada por 11 votos contrários, um favorável e uma abstenção, na sessão ordinária realizada nesta terça-feira (28)

🗨️ Na primeira manifestação, o parlamentar afirmou que seu trabalho está incomodando “politiqueiros que não tem o que fazer”.

E disse que tomou conhecimento da Denúncia – que pedia a cassação do seu mandato e a exoneração da sua assessora - na sexta-feira (24), “através de grupo de Whatsapp”.

“A intenção não é corrigir irregularidades e crimes, a intenção é humilhar. Porque esses são os modus operandi desses indivíduos, dessas pessoas”, afirmou, também citando o pedido de cassação de Andrea Garcia (PSD), rejeitado na semana passada.

Perseguição

Josuel disse que tinha mais de 200 folhas com prints de postagens “de um só grupo [na internet] que hoje trabalha 24 horas, semana após semana, e meses, para me perseguir”. 

🧾 E exibiu folhas impressas.

O parlamentar ainda comentou que o denunciante entrou em contato com ele, em janeiro, oferecendo um trabalho de marketing por R$ 900 mensais.

“Aí, eu incluo você nos grupos de Facebook, dos quais eu excluí você, nas eleições de 2024, para você não fazer as suas campanhas”, teria sido a proposta, recusada pelo vereador.

Ele também comentou que, após esse fato, passou a ser perseguido e alvo, inclusive, de ameaça de morte em grupo de Whatsapp – o que levou ao registro de Boletim de Ocorrência, e à adoção de “medida protetiva”.

Em uma segunda manifestação, o vereador disse que as denúncias contra ele e contra Andrea são “infundadas”, e “estão banalizando o trabalho desta Casa, desrespeitando esta Casa”.

Comentários  

Andrea Garcia (PSD) citou a existência de um “grupo de ódio, um grupo que constrói o ódio, a raiva”, e que está em andamento “uma verdadeira politicagem e perseguição política”.

Wal da Farmácia (PSB) defendeu a investigação, “diante da gravidade da Denúncia oferecida”. “Se tem fundamento jurídico, se tem crime, tem que investigar”, afirmou.

Bruno Leite (UNIÃO) lembrou que a cidade possui diversos desafios a serem enfrentados, em áreas diversas, e lamentou a tramitação de mais uma Denúncia na Câmara.

“Muita gente queria estar no nosso lugar”, afirmou.

Rejeitado PR que acolhia recurso de vereadora

Geral PR24.2025 13.10O Projeto de Resolução rejeitado acolhia um Recurso de Wal da Farmácia contra o ParecerFoi rejeitado por dez votos contrários e quatro favoráveis o Projeto de Resolução (PR) 24/2025, da Comissão de Justiça e Redação (CJR).

A matéria pretendia acolher um Recurso apresentado pela vereadora Wal da Farmácia (PSB) contra Parecer da própria CJR, que havia sido desfavorável ao Projeto de Lei (PL) 36/2025.

De autoria da parlamentar, o PL criava o “programa de empregabilidade para autistas no município”, e obteve Parecer contrário da Comissão, por “vício formal de iniciativa”.

No Recurso, Wal defende a relevância da política pública, nega a existência de vícios, e diz que a matéria é “totalmente cabível e em nenhum momento inconstitucional”. 

No PR que acolhia o Recurso, a Comissão de Justiça menciona a “excepcionalidade da questão constitucional alegada”.

O colegiado diz que, “em respeito ao princípio da ampla defesa do parlamentar e visando à promoção do devido debate político em plenário, concluiu, em caráter excepcional, pela admissibilidade do Recurso”.

Com a rejeição do Projeto de Resolução, ocorrida na votação, na sessão ordinária desta segunda-feira (13), o Projeto de Lei foi arquivado.

Se o PR tivesse sido aprovado, a matéria poderia ser apreciada pelos parlamentares.

Wal, sobre Fisioterapia: tem espera de um ano

WalDaFarmacia 29.09.2025“A fila [na Fisioterapia] está muito grande, tem espera de um ano”, afirmou Wal da FarmáciaA vereadora Wal da Farmácia (PSB) pede que o secretário de Saúde, Wagner Tegon, dê uma atenção à “demanda reprimida” da Fisioterapia Municipal.

Em discurso na sessão ordinária desta segunda-feira (29), a parlamentar disse que conversou com a pasta “várias vezes” sobre o problema.  

“A fila está muito grande, tem espera de um ano”, afirmou, destacando que, em reunião do Conselho de Saúde, o secretário teria informado que “estava fazendo as contratações”.

A vereadora ainda citou as demandas por mais agilidade na marcação dos exames laboratoriais. 

“Secretário, vamos dar mais atenção às nossas unidades básicas de saúde”, pediu.

Educação

Wal ainda disse que, na sexta-feira (26), participou de uma reunião com a secretária de Educação, Regimara Stigliani, quando obteve explicações sobre as decisões relacionadas à “merenda escolar”. 

Na oportunidade, a parlamentar também sugeriu a criação do Plano Municipal de Alimentação Escolar. 

Além disso, após ouvir relatos sobre as “necessidades de várias creches”, decidiu indicar a aplicação de sua Emenda Impositiva na educação.

Comissão Processante terá 3 vereadores

ComissãoProcessante 29.09.2025Os integrantes da CP (Montagem sobre fotos: 29/09 e Arquivo Câmara - 10/03/25)Os trâmites da Denúncia 2/2025, contra a vereadora Wal da Farmácia (PSB), seguem o rito previsto no Decreto-Lei Federal 201/1967.

Com a aprovação do recebimento da Denúncia, foram sorteados os nomes dos três integrantes da Comissão Processante (CP).

O sorteio ocorreu na sessão ordinária desta segunda-feira (29), quando o texto foi acolhido por dez votos a favor do recebimento e três votos contrários.

Entre si, os integrantes sorteados definiram os cargos

  • Roger Santos (PT): presidente; 
  • Milziane Menezes (MDB): relatora; 
  • Clair Gomes (PSB): membro. 

Em cinco dias, a Comissão Processante deverá notificar a denunciada, que terá dez dias para se defender das acusações, por escrito.

Posteriormente, a CP deverá opinar pelo arquivamento da Denúncia (o que precisará ser referendado pelo Plenário) ou pelo seu prosseguimento. 

Se prosseguir, o processo (a ser concluído dentro de 90 dias) poderá levar à cassação do mandato da vereadora ou à sua absolvição, também a partir de votação do Plenário.  

Denúncia

Presidente municipal do Republicanos, o autor da Denúncia acusa Wal de cometer “quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa” na sessão de 8 de setembro.

Na oportunidade, discursando sobre o Projeto que revogou o programa Tarifa Zero, ela disse que a Câmara seria “vendida”, “um puxadinho da prefeitura”.

A parlamentar se defendeu das acusações de quebra de decoro; reconheceu o erro; e lembrou que “corrigiu” as falas na mesma data, tendo pedido desculpas em duas oportunidades

Suplentes

Segundo a Coordenadoria Legislativa, os suplentes convocados nesta sessão “votam em todos os atos referentes à Denúncia”, mas não podem integrar a Comissão Processante.

Logo, eles poderão assumir os cargos novamente, caso a CP decida pela continuidade do processo.

A convocação dos suplentes ocorre porque Wal e Camilla Hellen (Republicanos) foram consideradas impedidas de votar a matéria: a primeira por ser a denunciada e a segunda em virtude de relação com o denunciante. 

Na sessão desta segunda-feira, Tuti do Morro (PSB) e Valdecir Domingues (Republicanos) assumiram os cargos, temporariamente, para votar o recebimento da Denúncia. Tuti foi contrário e Valdecir, a favor. 

Imagens

Foto Lado a Lado