Câmara aprova a criação de 15 cargos comissionados na prefeitura

Painel P.L.O.03 17.02.2025Painel de votação: PL obteve onze votos favoráveis e um contrário; propositura segue agora para sançãoCom onze votos favoráveis e um contrário, a Câmara aprovou na sessão ordinária desta segunda-feira (17) um Projeto de Lei (PL) que autoriza a criação de 15 cargos comissionados de “livre nomeação e exoneração” na prefeitura. São eles: 14 cargos de secretário adjunto e um cargo de procurador-geral adjunto. 

De autoria do Poder Executivo, o PL 3/2025 também desloca a Diretoria de Suprimentos, Licitações e Compras, que antes era subordinada à Secretaria Municipal de Administração, para a Secretaria Municipal de Finanças. Além disso, a propositura extingue quatro cargos de assessor institucional, na prefeitura. 

A votação ocorreu após aprovação de Urgência Especial. Contrária ao PL, Wal da Farmácia (PSB) criticou a tramitação urgente e a falta de documentos, como a tabela de remuneração dos cargos. Já Bruno Leite (UNIÃO), líder do governo, e Professor Adriel (PDT), destacaram a importância da medida para a contratação de técnicos (leia mais detalhes abaixo).

Conforme o Projeto de Lei, tanto os secretários adjuntos quanto o procurador-geral adjunto vão receber uma remuneração “equivalente à referência C – 6 – K” da Lei Complementar 12/ 2008. A prefeitura foi questionada sobre esses valores, que não constam expressamente no PL aprovado (assim que recebermos a resposta, incluiremos nesta reportagem). 

ARGUMENTOS

Geral 17.02.2025 MG 2480Vista do Plenário: plateia assistiu à sessão ordinária da CâmaraO prefeito afirma que a criação dos cargos de secretário adjunto visa “fortalecer a administração pública por meio da integração de profissionais com formação em nível superior e competências voltadas à gestão pública estratégica”. Sobre o cargo de procurador-geral adjunto, ele cita a “necessidade de aprimorar a gestão jurídica municipal, fortalecendo a Procuradoria- Geral no enfrentamento de questões judiciais e extrajudiciais”.

“Com relação ao impacto orçamentário e financeiro que acompanha este Projeto de Lei, destaca-se que o artigo 9º do projeto promove a extinção de 4 (quatro) cargos de Assessor Institucional, mitigando parcialmente os efeitos nessa seara. Essa medida é fundamentada no princípio da economicidade, buscando otimizar os recursos públicos sem comprometer a saúde financeira do município”, completa Murilo Rinaldo, na Justificativa do Projeto.

OPINIÕES

Três vereadores comentaram. Wal da Farmácia questionou o motivo do pedido de urgência especial ao Projeto. Segundo ela, não há parecer jurídico sobre a propositura e a CRJ pediu documentos à prefeitura, como a “tabela remuneratória” e a tabela de referência mencionada no projeto. “Como nós, vereadores, iremos votar apenas numa referência, sem ter o salário do subsecretário? Essa Câmara está sendo omissa”, criticou, defendendo um estudo amplo.

Bruno Leite, relator do Projeto na Câmara, frisou o apoio da Casa ao Poder Executivo. Segundo ele, o prefeito pediu urgência no PL, que, em seu ponto de vista, cria “cargos técnicos a serem ocupados por pessoas técnicas dentro do nosso município”. Líder de governo na Casa, o parlamentar ainda disse que estava dando voto de confiança ao prefeito. Ele leu parecer favorável à tramitação da propositura, destacando a sua legalidade.

Noutro momento, Wal reiterou sua posição contrária. “Essa Casa aqui não pode ser um puxadinho do Executivo”, disse. Já o vereador Professor Adriel (PDT), favorável, citou a emergência de aprovação, pela carência de “corpo técnico qualificado” no município. Para ele, tais profissionais teriam a função, inclusive, de trabalhar projetos, inclusive para combater os baixos salários na prefeitura que recebem menos de R$ 2 mil mensais.

Eleição define os cargos dos integrantes da Comissão Mista

CMA.13.02.2025Os vereadores Roger Santos, Clair Gomes e Josuel da Conceição vão exercer os cargos de presidente, vice e secretário na Comissão Mista (Fotos: Montagem/ Arquivo 01/01/25)No biênio 2025/2026, o vereador Roger Santos (PT) vai presidir a Comissão de Meio Ambiente, Educação, Cultura e Outros Assuntos (CMA), conhecida como Comissão Mista. Clair Gomes (PSB) será o vice-presidente e Josuel da Conceição (PSD), o secretário, conforme definido na eleição dos cargos do colegiado, realizada nesta segunda-feira (10).

O Regimento Interno da Câmara determina que a eleição ocorre entre os próprios membros, na primeira reunião da respectiva Comissão, por maioria simples. Além da CMA, a Câmara possui a Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) e a Comissão de Justiça e Redação (CJR), que também já tiveram seus integrantes eleitos, conforme noticiado anteriormente.

Segundo informações do Setor de Processo Legislativo, os membros da Comissão Mista não estabeleceram um dia específico para as reuniões, mas decidirão a respeito sempre que houver matérias em tramitação no colegiado. O encontro desta segunda-feira foi realizado na sala de reuniões da Câmara, minutos antes da sessão ordinária.

DEFINIÇÃO

A definição do nome dos vereadores que vão integrar as Comissões Permanentes da Câmara nos próximos dois anos foi realizada no dia 9 de janeiro.

CMA 10.02.2025Eleição ocorreu na última segunda-feira (10), na CâmaraSegundo o coordenador legislativo da Casa, Arthur Rehder, “os líderes partidários se reuniram para chegar a um acordo de bancadas”, indicando os parlamentares. Na sequência, “o presidente [da Casa] nomeou exatamente conforme foi definido pelos líderes, através do Ato do Presidente 01/2025”.

O termo de acordo das lideranças partidárias que definiu os integrantes das Comissões foi assinado por Alexandre Pinheiro (Republicanos), Andrea Garcia (PSD), Bruno Leite (UNIÃO), Renato Olivatto (PSDB), Edson Silva e Roger Santos (PT). A CFO será composta por Andrea Garcia, Professor Adriel (PDT) e Milziane Menezes (MDB); e a CJR, pelos vereadores Alexandre Pinheiro, Edson Silva e Wal da Farmácia (PSB).

Tarifa Zero é “da população” e beneficia os mais vulneráveis, destaca Wal da Farmácia

WalDaFarmaciaDiscurso 10.02.2025 MG 2348Em discurso na sessão ordinária, a vereadora Wal da Farmácia destacou que Tarifa Zero “é da população” - e, inclusive, incentiva o comércio local e favorece as pessoas mais vulneráveisNa sessão ordinária desta segunda-feira (10), a vereadora Wal da Farmácia (PSB) citou ataques sofridos na internet e rebateu os argumentos de que a Câmara não teria fiscalizado o programa Tarifa Zero, de gratuidade no transporte municipal. “Todos os vereadores aqui fiscalizaram o projeto [...] Foi feita audiência pública, requerimento, ofício. Fizemos de tudo”, afirmou, ressaltando que o prefeito é o responsável pelo pagamento do serviço.

“Só ficamos sabendo do rombo do Tarifa Zero quando entrou o outro prefeito”, disse a parlamentar, no pronunciamento, destacando que o programa, que foi implantado no ano passado após sugestão do seu gabinete, é “muito bom para o município”, mas o Poder Executivo “não soube colocá-lo em prática”. Para Wal, o programa “é da população” - e, inclusive, incentiva o comércio local e favorece as pessoas mais vulneráveis. 

A vereadora ainda comentou que o município de Valinhos pretende implantar iniciativa semelhante e que uma comitiva de vereadores visitaria seu gabinete para obter informações. “Eu vou passar para eles o que não funcionou no nosso município”, afirmou, mencionando o Fundo de Transporte e o Conselho de Fiscalização. “Vou passar tudo a respeito do projeto, o que a gestão anterior não fez, e ainda deixou dívida para essa gestão pagar”, salientou. 

RUAS INTRANSITÁVEIS

Wal da Farmácia também comentou que as vias públicas de diversos bairros estão intransitáveis. Ela exibiu vídeos que demonstram ruas esburacadas e com asfalto danificado, e disse que recebe reclamações desde o dia 1º de janeiro. Além disso, afirmou que enviará tais casos diretamente ao prefeito, tendo em vista que os ofícios remetidos à prefeitura ficaram parados na chefia de gabinete, sem encaminhamento às secretarias.

Vereadores pedem informações sobre Lei que prevê ampliação do cemitério

cemiterio prefeitura 15.12.2023Vista do cemitério municipal de Monte Mor: Requerimento aprovado na Câmara pede informações sobre Lei que trata da ampliação da estrutura (Foto: Prefeitura - 15/12/2023)A partir do Requerimento 1/2025, a Câmara pede informações à prefeitura sobre a Lei Municipal 3170/2024, que autorizou a permuta de terreno para viabilizar a ampliação do cemitério municipal. De iniciativa da vereadora Wal da Farmácia (PSB), o documento foi aprovado por unanimidade pelo Plenário, na sessão ordinária desta segunda-feira (10).

Wal disse que recebeu denúncia de que o terreno citado na lei “não poderia ser [usado] como cemitério”, por ter sido usado para a destinação de entulhos de construção, por exemplo. Ela pediu a aprovação da propositura e recomendou que o prefeito “faça a sua parte de fiscalização do governo passado”. Outros vereadores comentaram a iniciativa.

O Requerimento contempla diversas perguntas e solicita inclusive o envio de documentos - como o eventual “estudo próprio de solo da referida área, corroborando com a especificidades técnicas para cavar o mesmo para construção de túmulo”. O documento precisa ser respondido em 15 dias, prorrogáveis por igual período, se justificado.

OUTRAS PERGUNTAS

WalDaFarmacia 10.02.2025 reqA vereadora Wal da Farmácia, autora do pedido de informação A propositura cita que a Lei, aprovada pelo Plenário em fevereiro de 2024, previa o pagamento de R$ 280 mil “em horas de trabalho de terraplanagem para a municipalidade”. E questiona o valor da hora trabalhada, assim como “o montante total de horas de terraplanagem que os particulares disponibilizaram para a municipalidade”. “Já foram utilizadas tais horas de terraplanagem? Caso positivo, onde foram utilizadas?”, questiona o Requerimento, também pedindo “cópia de inteiro teor de documentos comprobatórios”.  

“Considerando ser fato notório e sabido que o cemitério municipal não possui mais terrenos para sepultamentos a não [ser] os públicos em gavetas e que tal situação necessita ser equalizada, os esclarecimentos sobre a real e efetiva aplicação e concretização da Lei” são relevantes, afirma. O texto ainda salienta que o cemitério é de competência da administração pública municipal, daí a importância de obter informações, “para que não tenhamos problemas maiores no presente momento, visto a urgência que o tema exige ser trabalhado”.

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