Wal da Farmácia critica falta de documentos na CEI que pretende investigar o Hospital

WalDaFarmácia 25.08.2025A vereadora Wal da Farmácia, na sessão plenáriaA vereadora Wal da Farmácia (PSB) critica a ausência de documentos no Requerimento que pede a constituição de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara, visando “apurar os repasses financeiros recebidos, as despesas realizadas e as receitas declaradas” pela Associação Hospital Beneficente Sagrado Coração de Jesus.

Na sessão ordinária desta segunda-feira (25), a parlamentar afirmou, na área “Documentos Acessórios”, no sistema da Câmara, não constam arquivos que comprovem a existência de “denúncias e indícios de inconsistências nos dados contábeis e na prestação de contas da referida instituição”, citados no pedido de abertura da CEI, lido no Plenário, na data.

No discurso, a parlamentar afirmou que não é contrária à investigação, mas salientou que o nome da CEI “já está errado” e que, inclusive, a apuração teria que partir da prefeitura, que faz o repasse de recursos ao Hospital. “Solicitar a abertura de um procedimento desta envergadura, sem documentos, sequer, para instruir o mesmo, é muito estranho, e coloca em dúvida a credibilidade do ato, em si”, completou, noutro trecho da fala.

Wal ainda criticou a ausência de uma “análise prévia” do Requerimento e, também, das prestações de contas do Hospital - que não foram divulgadas junto ao pedido de abertura da CEI, inviabilizando que os vereadores e a população pudessem “averiguar” esses dados.

“Isso tem que ser público. Se vai fazer uma denúncia, [...] que faça com garantia jurídica, para nós, vereadores, não perdermos o nosso tempo. Porque essa denúncia, aqui, já é vazia. É vergonhoso que um legislador apresente uma CPI dessa”, criticou.

VIOLÊNCIA

A vereadora comentou a participação numa audiência pública do “Agosto Lilás”, mês dedicado à “conscientização e ao combate à violência contra as mulheres”, semana passada, na Câmara de Salto. E disse sofrer violência política de gênero na Câmara de Monte Mor, desde o primeiro mandato. “Essa vereadora não aceita mais isso”, afirmou, destacando que a voz das mulheres “tem que ser respeitada”. Ela disse acreditar que os casos não vão se repetir.

Município poderá contratar plano de medicamentos para servidores públicos

Geral 25.08.2025 01Vista parcial do Plenário, na sessão da Câmara: vereadores aprovaram, por unanimidade, Projeto da prefeitura que autoriza contratação de plano de medicamentos para servidoresUm Requerimento de Urgência Especial de autoria de vereadores garantiu a votação, na sessão ordinária desta segunda-feira (25), do Projeto de Lei (PL) 76/2025, do Poder Executivo. A propositura “autoriza o município de Monte Mor a contratar plano de medicamentos para os servidores públicos ativos, inativos e para os pensionistas”. 

Na Justificativa, o prefeito Murilo Rinaldo esclarece que o benefício “será concedido indistintamente a todos os servidores ativos”. E que inativos e pensionistas só terão direito quando receberem proventos ou pensões de no máximo R$ 4.266,37 (valor que corresponde, hoje, a 2,5 vezes o padrão de vencimentos “A-1-A”, da Lei Complementar 12/2008). 

O PL e o pedido de urgência foram aprovados por unanimidade. Também foi aprovada a Emenda Modificativa 10/2025, da vereadora Wal da Farmácia (PSB), que corrige a numeração do anexo citado no Projeto e, além disso, estabelece que inativos e pensionistas que tenham doenças graves terão direito ao benefício, independentemente do valor recebido. 

A propositura contou com a relatoria do vereador Professor Adriel (PDT). Em discurso, antes das votações, o parlamentar disse que a matéria era “muito aguardada por uma grande gama de servidores públicos” e que, nesse sentido, era importante a votação em Urgência, tendo em vista que será necessária a abertura de licitação, pela prefeitura, para viabilizar a medida.

WalDaFarmacia 25.08.2025 emendaWal da Farmácia, autora da Emenda que estabelece que inativos e pensionistas com doenças graves terão direito ao benefício independentemente do valor dos proventos e pensões “A iniciativa guarda semelhança com programas já adotados em outros municípios, como Campinas”, afirmou, em seu Relatório, confirmando que o PL está em conformidade com a legislação vigente. Adriel também era autor da Emenda 9/2025, que corrigia a numeração do Anexo, citada no texto original - norma rejeitada, por ter sido prejudicada pela outra Emenda.

Wal explicou que a sua Emenda visava acolher os inativos e pensionistas que tenham doenças graves comprovadas por laudo. Além disso, a parlamentar disse que “estudou bastante” a respeito da propositura da prefeitura; que não teve “tempo hábil” para interagir com os servidores públicos sobre o assunto, devido à tramitação urgente; mas que era favorável. 

A parlamentar apresentou, entretanto, algumas ponderações, como a ausência de listagem de medicamentos no PL, e até mesmo os critérios a serem adotados e os tipos de medicamentos que serão disponibilizados. Ela também defendeu uma maior discussão sobre a matéria legislativa - o que foi inviabilizado pela votação urgente. Outros vereadores comentaram. 

No Projeto, é esclarecido que o Plano consiste na “disponibilização gratuita de medicamentos previamente estabelecidos aos respectivos beneficiários, mediante prescrição médica ou odontológica, por meio de rede credenciada de farmácia”. “Esta gestão firmou o compromisso de valorizar os servidores públicos”, afirma o prefeito, na Justificativa.

Citando inquérito, Wal da Farmácia cobra exoneração do secretário de Saúde

WalDaFarmacia 18.08.2025A vereadora Wal da Farmácia, na sessão plenáriaNa sessão ordinária da última segunda-feira (18), a vereadora Wal da Farmácia (PSB) comentou a notícia divulgada na imprensa regional, informando que o Ministério Público abriu inquérito contra o secretário de Saúde, Wagner Tegon, “por suspeita de nepotismo”.

A parlamentar disse que foi feita denúncia ao MP de que o secretário teria contratado “a empresa do próprio filho para realizar as perícias médicas de aptidão profissional”, o que levou à abertura de um inquérito em tramitação, que já conta “com mais de 290 páginas”.

No pronunciamento, ela destacou que pediu que o prefeito Murilo Rinaldo exonere o secretário - solicitação que também havia sido noticiada pela imprensa. Além disso, criticou a atuação do titular da pasta, incluindo a falta de atendimento às demandas dos parlamentares.

VERBA PÚBLICA

Wal também exibiu um vídeo no qual aparece ao lado do deputado federal Jonas Donizete, acompanhada dos vereadores Clair Gomes (PSB) e João do Bar (PSB), e do presidente do PSB em Monte Mor, Renato Almeida. Na gravação, o deputado informa que, a pedido deles, enviou R$ 1 milhão “para o custeio da Saúde” do município.

“Essa vereadora e o PSB [estão] sempre trabalhando em prol da saúde de nossa cidade”, disse, explicando que o recurso foi enviado para garantir o pagamento das verbas rescisórias de ex-empregados da UPA (Unidade de Pronto Atendimento). “Nada mais justo. Todos aqueles que trabalham têm o direito de receber pelo trabalho realizado”, salientou.

TARIFA ZERO

A vereadora ainda disse que se encerra em 13 de setembro o prazo de tramitação do Projeto de Lei (PL) da prefeitura que pretende revogar o programa Tarifa Zero. Ela voltou a afirmar que “é contra a retirada desse benefício”. “Ao invés de estarem buscando melhorias para o transporte, querem tirar a passagem gratuita. Não é justo”, afirmou, no Plenário da Câmara.

Vereadores autorizam acordo para garantir pagamento de ex-funcionários da UPA

upa sinsaudeAutorizado pela Câmara por unanimidade, acordo extrajudicial visa à quitação de R$ 911 mil, referentes aos valores devidos a 39 ex-funcionários da UPA (Foto: Reprodução - Sinsaúde)Na sessão ordinária desta segunda-feira (18), a Câmara autorizou o Poder Executivo a firmar um acordo extrajudicial para garantir o pagamento de verbas rescisórias de ex-empregados da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) João Brischi. Os valores devidos são do período em que a entidade era gerida pela Associação Hospital Beneficente Sagrado Coração de Jesus.

A votação foi viabilizada por Requerimento de Urgência Especial, de parlamentares. Tanto o pedido de votação urgente quanto o Projeto de Lei (PL) 77/2025, da prefeitura, foram aprovados por unanimidade, pelo Plenário. Com isso, o município pode firmar o acordo com os ex-empregados da UPA, representados pelo Sindicato Sinsaúde, de Campinas e região.

O Projeto aprovado destaca que o acordo será celebrado, ainda, com a Associação Hospital Beneficente Sagrado Coração de Jesus, “na qualidade de corresponsável solidária pelas obrigações”. E visará à quitação líquida de R$ 911 mil, referentes aos valores devidos a 39 ex-funcionários da UPA, “devidamente identificados no acordo extrajudicial a ser firmado”.

Conforme o PL, o pagamento ocorrerá em “parcelas mensais”, começando no dia 20 após a sanção da lei, “e as demais nos dias 20 dos meses subsequentes, mediante depósito na conta corrente do Sindicato, que fará o repasse aos trabalhadores ou diretamente aos trabalhadores, conforme ajuste posterior, já incluídos os valores a título de FGTS e Indenização de 40%”.

COMENTÁRIOS E RELATORIA

geral 18.08.2025Vista parcial do Plenário da Câmara, durante a sessão ordinária que aprovou o PL 77/2025, que segue para sanção do Poder Executivo: alguns parlamentares comentaram o assuntoVereadores comentaram. “Tem mais de quatro meses que esse pessoal está sem receber”, disse Wal da Farmácia (PSB), ao comentar a importância da votação em regime de urgência especial, do PL. A parlamentar ainda agradeceu ao deputado federal Jonas Donizette (PSB), “por ter enviado essa emenda para custeio”, à sua base partidária, e ao prefeito Murilo Rinaldo, pelo envio da propositura.

A matéria foi relatada pelo vereador Professor Adriel (PDT), que leu a íntegra do seu Relatório, reiterando e confirmando argumentos constantes da Justificativa do próprio PL da prefeitura, e sendo favorável à votação. “A tramitação é regular, atendendo as exigências regimentais e legais”, afirmou, sobre o Projeto, confirmando a viabilidade da apreciação.

“Quem contratou [os funcionários] foi o Hospital e quem não pagou, também, foi o Hospital”, disse Alexandre Pinheiro (Republicanos), ponderando que os profissionais precisam receber. Ele ainda disse não saber “o que foi feito com o repasse que o Hospital recebeu”, e anunciou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), “contra o Hospital”.

Na plateia, houve a manifestação indevida de munícipe, ferindo o Regimento Interno, o que levou o presidente da Casa, Beto Carvalho (PP), a pedir respeito à fala dos parlamentares e a adverti-lo. Após reiteradas interrupções das falas, pelo munícipe, Beto encerrou a discussão do PL, encaminhando para votação, e agradeceu ao deputado pelo envio da verba pública.

* Reportagem atualizada às 10h53, para adequação. 

Foto Lado a Lado