Convênio visa garantir implantação do Samu

Convênio para Samu é autorizado (Foto ilustrativa: Zaqueu Proença | Prefeitura de Sorocaba)Convênio para Samu é autorizado (Foto ilustrativa: Zaqueu Proença | Prefeitura de Sorocaba)

O município de Monte Mor poderá celebrar convênio com Hortolândia, Nova Odessa e Sumaré, visando à implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A autorização consta do Projeto de Lei 27/2026, de autoria da prefeitura. 

A matéria foi aprovada por unanimidade pelos vereadores, na sessão ordinária desta segunda-feira (22).

O texto prevê que o convênio “será reavaliado anualmente”, através de prestações de contas, para comprovar a “efetiva realização” dos programas de cooperação previstos no PL.

🚑 Conforme o Governo Federal, o Samu garante atendimento rápido às vítimas, após acidentes que afetem sua saúde, evitando o agravamento do quadro, por exemplo. 

O Serviço é disciplinado pela Portaria 1.864/2003, do Ministério da Saúde.

Fiscalização

Também foi aprovada por unanimidade uma Emenda Aditiva da Comissão de Justiça e Redação (CJR).

O texto prevê que a prefeitura enviará à Câmara os documentos relativos ao convênio.

A medida visa permitir o acompanhamento e a fiscalização. 

🔎 “É uma forma de nós garantirmos também o nosso papel de legisladores, e trabalharmos juntos com o [Poder] Executivo”, disse Edson Silva (PL), vice-presidente da CJR.

Wal da Farmácia (PSB) frisou a importância de os parlamentares fiscalizarem e terem ciência dos contratos relativos ao Samu, “que está vindo para a nossa cidade”.

Instrumentos

Para implantar o Samu, o município está autorizado a celebrar contratos, consórcios, termos de parceria e outros instrumentos similares:

✅ com órgãos públicos de qualquer esfera governamental;

✅ e com entidades privadas, como associações civis, fundações e organizações sociais.

O PL prevê que, se necessária, a regulamentação da lei deve ocorrer em no máximo 90 dias. 

Já os contratos devem ser enviados à Câmara em até 30 dias após a assinatura. 

 

Plenário rejeita dois pedidos de informação

Painel Requerimentos 8.6.2026 Conforme painel de votação, Requerimentos tiveram dez votos contrários e dois favoráveisVotados em bloco na sessão ordinária desta segunda-feira (8), dois pedidos de informação de autoria do vereador Bruno Leite (UNIÃO) foram rejeitados pela Câmara.

São eles:

🔎 Requerimento 26/2026, cobrando informações e documentos comprobatórios do Poder Executivo sobre o abastecimento de remédios nas farmácias municipais; 

🔎 Requerimento 27/2026, pedindo esclarecimentos diversos sobre a execução dos serviços de iluminação pública.  

As matérias obtiveram dez votos contrários e dois favoráveis.

Pedidos

O Requerimento 26 cita que “munícipes têm relatado dificuldades recorrentes para obtenção de medicamentos essenciais”.

Pedia, inclusive, a relação de medicamentos fornecidos pela rede municipal, as quantidades em estoque e os casos de desabastecimento nos últimos 12 meses.

O Requerimento 27 mencionava reclamações sobre demora em reparos e troca de lâmpadas.

O documento pleiteava informações diversas, como o prazo médio para atender à população.

Comentários

Líder do governo, Professor Adriel (PDT) recomendou a rejeição das matérias. 

Segundo ele, “não há registro de desabastecimento de medicamentos” constantes da “relação municipal”. 

O parlamentar ainda explicou que a Farmácia de Alto Custo é abastecida pelo Estado.  

Ele negou que esteja faltando dipirona na rede pública, conforme inventário atualizado. 

Em contrapartida, Bruno Leite defendeu a importância dos pedidos de informação. 

O vereador mencionou reclamações de munícipes de que estariam faltando remédios.

Ele citou medicamentos da área de saúde mental, inclusive, e até ibuprofeno.

O autor também disse que as matérias são uma ferramenta de fiscalização dos parlamentares.  

Mais detalhes sobre os discursos nesta reportagem.

Adiamento

Na sessão, também foi aprovado o adiamento de votação de dois Requerimentos.

São da vereadora Wal da Farmácia (PSB), que precisou se ausentar por motivos de saúde.

Plenário rejeita contas de 2022 da prefeitura

prefeitura 04.11.2025Contas de 2022, do Poder Executivo, foram rejeitadas (Foto: Prefeitura | 4/11/2025)Na sessão ordinária desta segunda-feira (8), a Câmara rejeitou as contas de 2022, da prefeitura, relativas à gestão do ex-prefeito Edivaldo Brischi.

Por unanimidade, o Plenário seguiu o Parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que havia sido desfavorável às contas.

Também por unanimidade, foi aprovado o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2026, do presidente Beto Carvalho (PP), que acompanha o Parecer do TCE e rejeita as contas.

“Quanto à ampla defesa e ao contraditório, ele [o ex-prefeito] teve toda a oportunidade do mundo para estar aqui. Não está, mas não deixou de ser convidado”, salientou Beto.

Em manifestação por escrito, Brischi afirma que sua gestão atendeu à lei e que as “pequenas falhas” nas contas não justificam a rejeição (leia mais detalhes nesta reportagem).  

Apontamentos

Em seu voto, o conselheiro relator do TCE, Antonio Roque Citadini, diz que o Ministério Público de Contas “também se manifestou pela emissão de parecer desfavorável”.

Dentre as irregularidades encontradas nas contas do ex-prefeito estão:

  • ineficiência do sistema de controle interno;
  • demanda reprimida na educação infantil (creche);
  • longas esperas para cirurgias, especialidades e exames, ultrapassando oito anos;
  • falta de medicamentos;
  • nomeação de comissionados sem características de direção, chefia ou assessoramento.

Prazos

O presidente da Câmara explica que o PDL visa atender ao disposto no Regimento Interno.

Ou seja, quando a Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) não edita o Projeto sobre as contas, no prazo, cabe a designação de um relator.

“Por isso é tão importante os relatórios das Comissões”, comentou Wal da Farmácia (PSB).

Beto destacou que se colocou como “relator especial”, dentro do prazo, após os trâmites. 

Parecer

Em seu Parecer, o presidente da Câmara recomendou a rejeição das contas.

Referindo-se à análise do Tribunal, ele enumerou diversos problemas, como:

✅encargos sociais recolhidos em atraso, gerando pagamento de juros e multas;

✅ ausência de aplicação da parcela diferida do Fundeb (educação básica),

✅ reincidência de falhas e persistência de indicadores deficientes de gestão pública.

Aprovada inclusão de regra na Lei Orgânica

Plenario 08.06.2026 01Emenda à Lei Orgânica do Município foi aprovada por unanimidadeA Câmara aprovou por unanimidade o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 1/2026.

A matéria acrescenta dois incisos na norma, prevendo que tanto o município quanto o Poder Legislativo têm competência para legislar sobre a “denominação de próprios [bens ou propriedades], vias e logradouros públicos e suas alterações”.

O texto é de autoria dos vereadores Alexandre Pinheiro (Republicanos), Andrea Garcia (PSD), Camilla Hellen (Republicanos), Josuel da Conceição (PSD) e Professor Adriel (PDT).

Justificativa

Os autores dizem que a medida visa “conferir maior clareza, segurança jurídica e organização [relativas] às competências do município” sobre o assunto. 

Segundo eles, a Emenda explicita essas competências “de forma objetiva”, “evitando dúvidas interpretativas e assegurando a correta atuação dos Poderes”.

Comentário

Wal da Farmácia (PSB) parabenizou os autores da iniciativa e explicou que o texto já estava previsto no Regimento Interno da Câmara.

“Os nobres vereadores, agora, estão colocando na Lei Orgânica”, salientou.

Foto Lado a Lado