Segundo Camilla, Dia dos Profissionais da Saúde pretende incentivar a valorização dos servidores

CamillaHellen 20.06.2022 02Camilla Hellen destacou que os profissionais da saúde arriscam suas vidas “para salvar as nossas”, e lembrou as dificuldades enfrentadas na pandemiaAutora do Projeto de Lei (PL) 87/2022, que institui o Dia Municipal dos Profissionais da Saúde, a vereadora Camilla Hellen (Republicanos) comentou a importância da iniciativa, na sessão ordinária desta segunda-feira (20) - data em que a propositura foi lida no Expediente. A parlamentar destacou que o PL pretende incentivar a valorização dos servidores da área.

Em pronunciamento no Plenário, a vereadora destacou que os profissionais da saúde arriscam suas vidas “para salvar as nossas”, e lembrou as dificuldades enfrentadas na pandemia da Covid. “É uma forma de homenageá-los e que, através deste Projeto, o Poder Público possa olhar para esses servidores com um olhar especial, de carinho e de valorização”, afirmou.

Pela proposta - que já foi distribuída às Comissões Permanentes da Câmara e, posteriormente, deve ser enviada para apreciação do Plenário - o Dia Municipal dos Profissionais será celebrado anualmente em 5 de agosto. O PL abrange “todos os profissionais que atuam no nosso município, que prestam esse trabalho tão digno e honroso”, afirmou Camilla, na sessão.

Conforme o Projeto, a data pretende reconhecer o trabalho dos profissionais da área e conscientizar a sociedade sobre a sua “importante e necessária função social”. “Reafirmar a importância do pensar coletivo e da ação do bem comum, principalmente nas crises provocadas pelas epidemias, endemias, pandemias e surtos” é também um dos objetivos. 

“A homenagem é pequena perto da dedicação de todos da classe da saúde, mas esperamos que através desta propositura (projeto), possamos valorizar e reforçar o quanto são fortes, resilientes e quanto estes profissionais são importantes para a população e para o nosso município”, completa a autora do PL, em trecho da Justificativa da propositura. 

Denúncia: favoráveis citam ato de fiscalização; contrários, irregularidades no documento

G IMG 4967 1No Plenário, populares assistem aos discursos dos vereadoresAntes da votação da Denúncia 2/2022, contra o prefeito Edivaldo Brischi (PTB), houve longos debates na sessão ordinária desta segunda-feira (20). Durante 50 minutos, vereadores discutiram o documento, que acusa o chefe do Poder Executivo de “prática de crime de responsabilidade de danos ao erário”. A denúncia foi recebida e aberta uma Comissão Processante.

Ocorreram discussões acaloradas entre os parlamentares, e a sessão chegou a ser suspensa por cerca de 15 minutos, pela Presidência da Casa, após pedidos de questão de ordem e acusações de práticas de “machismo” e de “violência de gênero”, feitas pela vereadora Andrea Garcia (PTB), contra o vereador Bruno Leite (UNIÃO). Bruno rebateu e negou as acusações. 

Em linhas gerais, os vereadores favoráveis ao recebimento da denúncia destacaram que a fiscalização dos atos da prefeitura é uma das atribuições da Câmara; já os contrários alegaram que o documento - que tem 25 páginas, excluídos os anexos - apresentava irregularidades e consistia numa “perseguição política”. Leia, abaixo, alguns trechos (e assista aqui ao vídeo na íntegra).  

 

Andrea Garcia (PTB): “Essa já é a terceira denúncia. É uma denúncia de perseguição política, a pessoa que entrou é um ex-candidato, ele tem o intuito de prejudicar o município. Essa denúncia não deve ser passada [...] Existem ilegalidades nesta denúncia, e se for aprovada ela pode ser cancelada. A gente tem que agir com a verdade, com coisas legais, porque essa CP [...] é para prejudicar o município”.

Beto Carvalho (UNIÃO): “Eu tenho mais dois anos e meio [para trabalhar] e sou pago para isso. [...] Vocês [munícipes] que pagam o meu salário, para fiscalizar o órgão que é o Executivo. Qual o problema de eu fiscalizar ele [prefeito], qual o problema de se aceitar uma Denúncia aqui dentro? [...] A Denúncia chegou aqui, e nós vamos ver se é verdade ou [se] não é. Qual o problema de fazer isso, gente?”

Wal da Farmácia (UNIÃO): “Toda denúncia que entrar nesta Casa, eu vou votar sim, para fiscalizar. Primeiro porque eu sou jurista, e eu fiz um juramento quando eu me formei em Direito. [...] A gente não tem esse poder de polícia, porque, se tivesse, ele [o prefeito] já estaria preso. [...] Fica aqui minha indignação com certas palavras [...] Eu não sou de bajular prefeito e nem secretário, eu trabalho para a população”.

Bruno Leite (UNIÃO): “Eu acho que nós temos a obrigação de apurar. [...] Mais uma denúncia, como se diz, política, e tem que ser analisada. Eu discordo das falas de muita gente aqui, mas, enfim. [...] Eu acho que a gente tem que investigar, sim. Eu não vejo problema nenhum. Se o prefeito não cometeu nenhuma irregularidade, que ele prove isso dentro dessa Comissão. Eu acho que nós temos que dar uma resposta [para a sociedade]”.

Nelson Almeida (Solidariedade): “A função do vereador é fazer leis, [...], Indicações, mas o dever do vereador é fiscalizar. E é o que muitos estão fazendo. Durante a CP [anterior] eu fiscalizei o prefeito. Em momento algum eu falei que ele roubou um real [...] Simplesmente a gente avaliou se ele [...] sabia ou não o que estava acontecendo, que era o que estava na Denúncia, se o prefeito sabia ou não, e ele sabia”.

 

Paranhos (MDB): “Esse tipo de denúncia não é de quem perdeu eleição [...] Esse tipo de denúncia, aqui, não tem outro meio senão ter saído de dentro do próprio governo. Então, vejam, senhores, nós temos uma crise instalada dentro do governo [...] Aqui nessa denúncia nós temos quatro itens e eu, avaliando aqui, [considero que] pelo menos dois são fortes [...] Não nos cabe outra situação que não seja averiguar, com bastante responsabilidade, com critério”.

Professor Fio (PTB): “Porque que ela [Comissão Processante] é política. Porque nós ficamos três meses [na CP anterior], avaliamos todas as irregularidades, comprovamos o erro, sumiu-se R$700 mil, e mesmo assim não deu em nada. Então, ela é política [...] Mas eu tenho a consciência tranquila [...] Se precisar, eu paro o meu gabinete de novo se eu for escolhido [para a atual CP], não tem problema. Porque eu fui eleito para isso, para fiscalizar, e vou fazer isso”.

Altran (MDB): “Eu vejo que [...] tem que ser investigado, sim. Eu fui um dos que já cobrei a sindicância dos R$700 mil, que até hoje não apareceu. Não sei para onde foi. Então, tem que ser investigado, sim. Ouvi algumas vozes aqui, de vereadores, dizendo que a saúde está [uma] beleza. Mentira, mentira, não está não. Eu recebo reclamações todos os dias, de que está faltando remédio”.

Vitor Gabriel (PSDB): “Eu sou a favor: tem que abrir mesmo a investigação. Porque [...] se não tem nada de errado, para que temer? Se está tudo certo, então vai passar, tranquilo. Só que todo mundo tem que ter consciência. Muitos falam, vai abrir outra CP e a cidade vai parar. Gente, a cidade já está parada [...] O que a gente não pode deixar é que a irregularidade tome conta da nossa cidade. E aí, quando for tentar resgatar, já é tarde demais. Temos que ter consciência , a gente não está brincando aqui”.

Camilla Hellen (Republicanos): “O prefeito com certeza irá provar, com elementos cabíveis, que toda essa denúncia é infundada. Nós tivemos, nobres vereadores, [na] sexta-feira, reunião com o corpo jurídico desta Casa. Foram apontadas todas as irregularidades da denúncia. Nós não podemos fechar os nossos olhos e simplesmente por uma questão política sermos coniventes com irregularidades simplesmente para podermos votar politicamente e tirar aquele que não nos agrada politicamente. Sejamos sóbrios”.

 

Contrário ao recebimento da Denúncia, presidente da Câmara só votaria em caso de empate

 

AlexandrePinheiro denúncia2 20.06.2022 02O presidente da Câmara, Alexandre Pinheiro, na sessãoÚltimo a comentar o assunto, antes da apreciação do recebimento da Denúncia, o presidente da Câmara, vereador Alexandre Pinheiro (PTB) foi um dos que fez discurso exaltado, e criticou o autor do documento, inclusive citando eventuais infrações à Lei Federal 13709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O parlamentar, entretanto, só votaria em caso de empate, o que não ocorreu - a Denúncia foi acolhida por nove votos favoráveis e cinco contrários, conforme relação nominal divulgada no SAPL. Leia abaixo um trecho do comentário: 

Alexandre Pinheiro (PTB): “É muito engraçado que quem está arquitetando tudo isso são as mesmas peças que estavam por trás da outra [denúncia]. Salvo o denunciante, que não sabe nem o que está escrito na denúncia [...] E me estranha, também, como ele teve acesso a dados tão sensíveis, de acordo com a Lei Geral de Proteção de dados, LGPD [...] Então, há sanções aí para que ele possa responder, também, posteriormente, aí, sobre onde ele conseguiu esses dados, de onde vazou”.

Segundo Camilla Hellen, empréstimo para asfalto de bairros será quitado com recursos do FPM

CamillaHellen 13.06.2022 DiscursoA vereadora Camilla Hellen, na sessão ordinária do dia 13A vereadora Camilla Hellen (Republicanos) explica que o Projeto de Lei 77/2022, em tramitação na Câmara, de fato não especifica e detalha as obras que serão realizadas no município. A propositura, de iniciativa do Poder Executivo, prevê a obtenção de empréstimo de R$50 milhões. Segundo a parlamentar, a prefeitura informou que “como se trata de um formulário já padronizado, do banco, tem que ser [elaborado] de forma genérica, onde eles não detalhem, porque os detalhes serão feitos nas licitações”. “E, aí, nós poderemos fiscalizar as licitações”, afirmou a vereadora, na sessão ordinária da última segunda-feira (13).

No pronunciamento, Camilla comentou que o pagamento das parcelas será “através de medição” das obras realizadas. E que a quitação não será feita com recursos municipais. “O município não vai pagar nada do Tesouro […] Será descontado de um fundo que o próprio Governo Federal disponibiliza, que é o Fundo de Participação dos Municípios”, afirmou. “Será emprestado, sim. Porém, não sairá nada do Tesouro [municipal]”, concluiu. “Esse asfalto é muito importante para os bairros. Todos querem”, finalizou a parlamentar, citando as dificuldades enfrentadas pelos moradores de localidades onde não há pavimentação asfáltica.

A vereadora disse que esse assunto foi abordado em uma reunião realizada recentemente, com a participação de moradores e lideranças dos bairros Jardim Colina, São Sebastião e Jardim Colorado, e também do São Clemente - oportunidade em que tais pontos foram esclarecidos. Camilla ainda destacou que é importante que os vereadores de fato “se debrucem” sobre o Projeto, analisando suas especificidades. E acrescentou a relevância de audiências públicas, com a participação popular, para garantir o esclarecimento de dúvidas. “Foi uma Indicação minha, o asfalto no bairro São Sebastião”, completou.

Denúncias sobre o Conselho Tutelar: segundo Camilla, prefeitura enviou sindicância ao MP

CamillaHellen 06.06.2022 02“Usuários necessitam de respeito, e acima de tudo da garantia dos seus direitos”, disse Camilla Hellen, sobre denúncias relacionadas ao Conselho TutelarNa sessão ordinária da última segunda-feira (6), a vereadora Camilla Hellen (Republicanos) informou que o Poder Executivo teve uma conversa “muito proveitosa” com o Conselho Tutelar, a respeito de denúncias envolvendo o órgão de defesa dos direitos das crianças e adolescentes. No discurso, a parlamentar afirmou que o prefeito Edivaldo Brischi (PTB) “não tomou nenhuma providência, ainda, por conta de uma sindicância que já foi encaminhada ao MP [Ministério Público do Estado], e precisa de uma resposta da promotora”. 

“A gente precisa restabelecer a ordem, o respeito e também, acima de tudo, a responsabilidade com a coisa pública. E, nesse caso dos conselheiros tutelares e da Secretaria da Assistência [pasta de Desenvolvimento Econômico e Social], [o respeito] com os vulneráveis. Os usuários necessitam de respeito, e acima de tudo da garantia dos seus direitos”, disse Camilla. Para a vereadora, relatos de “falta de respeito com os colegas” têm sido corriqueiros no município, problema que inclusive teria ocorrido na própria Câmara.

Na sessão plenária, a vereadora afirmou que “[sobre] essas denúncias [relacionadas ao Conselho Tutelar], é importante frisar, que tem a situação que trata sobre os usuários, mas a maior parte delas é de cunho interno, a respeito de carga horária, a respeito de colegas”. Ela ainda destacou que sempre acompanhou de perto as questões relacionadas à assistência social, e que, inclusive, a reunião entre o prefeito e os conselheiros tutelares - para tratar de assuntos internos referentes às denúncias - foi viabilizada a partir da atuação do seu gabinete. 

INDICAÇÃO

Camilla também destacou a Indicação 209/2022, lida no expediente da sessão. A propositura reivindica a “instalação de poste padrão público na Praça Tereza Maria Neto, no Parque Residencial São Clemente”. A vereadora explicou que a instalação é necessária para a festa que será realizada no bairro, com o apoio da Diretoria Municipal de Cultura.

Foto Lado a Lado