Câmara quer informações sobre remédios disponibilizados pela Saúde

CamilaHelen 07.04.2025De autoria de Camilla Hellen, o Requerimento faz diversas perguntas à prefeitura - inclusive questionando se a quantidade de remédios comprada pelo município atende à demanda A Câmara quer informações do Poder Executivo sobre os medicamentos que são disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde, à população. O pedido consta do Requerimento 7/2025, de autoria da vereadora Camilla Hellen (Republicanos). A propositura foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária desta segunda-feira (7).

A propositura solicita à prefeitura: a data de recebimento dos medicamentos no almoxarifado central; a data em que os mesmos são distribuídos às unidades de saúde; quais remédios foram comprados pelo município e quais as respectivas quantidades; além dos quantitativos de cada medicamento que foi entregue em cada Unidade Básica de Saúde (UBS).

O Requerimento questiona a existência de documento relativo à compra de medicamentos em janeiro, fevereiro e março, e solicita as respectivas notas fiscais. Além disso, pergunta se a quantidade comprada atende à demanda; por quanto tempo a compra é suficiente; e se seria possível fornecer dados mensais de entrega, entrada e saída de medicamentos.

No documento, Camila explica que os parlamentares “dispõe do direito constitucional de fiscalizar a administração municipal”, conforme previsto na Constituição Federal de 1988; e, nesse sentido, pede que as informações sejam fornecidas no prazo previsto na Lei Orgânica (que é de no máximo 15 dias, prorrogáveis por igual período, desde que com justificativa).

RECLAMAÇÕES

Em discurso na sessão de 17 de março, a autora disse que recebeu reclamações de que alguns medicamentos estão em falta em postos de saúde - incluindo os remédios citalopram, sulfato ferroso, amoxicilina e ritalina. “A gente precisa saber o que realmente está acontecendo. Porque, se tem o medicamento, [se] foi feita a aquisição, mas o paciente vai no posto, vai no [Serviço de] Alto Custo, e não tem, a gente precisa ver o que está acontecendo”, afirmou.

Vereadores questionam Sabesp sobre aplicação da tarifa social em Monte Mor

BetoCarvalho 07.04.2025Beto Carvalho é autor do Requerimento, aprovado por unanimidade pelo Plenário. Propositura cobra informações da Sabesp sobre aplicação da Tarifa Social de Água e EsgotoA partir do Requerimento 6/2025, a Câmara solicita “informações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) sobre a aplicação da Tarifa Social de Água e Esgoto” no município. A propositura, de autoria do vereador Beto Carvalho (PP), presidente da Casa, foi aprovada por unanimidade durante a sessão ordinária desta segunda-feira (7).

Prevista na Lei Federal 14898/2024, a tarifa social consiste na concessão de um “desconto de 50% na tarifa da primeira faixa de consumo (15 m³) para famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único ou que possuam membros com deficiência ou idosos recebendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, esclarece o Poder Executivo federal, em notícia oficial.

“Considerando algumas dúvidas manifestadas pela população no que diz respeito à aplicação da lei em Monte Mor e com o intuito de responder corretamente às mesmas, requeremos que sejam respondidos os questionamentos”, afirma Beto, no Requerimento aprovado pelo Plenário, que apresenta seis perguntas à empresa fornecedora de água no município.

QUESTIONAMENTOS

O parlamentar questiona a quantidade total de beneficiários da tarifa social no município e, ainda, requer da Sabesp, especificamente, o quantitativo de pessoas com deficiência que serão atendidas em 2025. “Quantas unidades foram cadastradas e destas quantas foram beneficiadas nos anos de 2024 e 2025?”, também pergunta o documento.

A propositura ainda pede o montante repassado pelo Governo Federal, à Sabesp, para que a Tarifa Social fosse aplicada no município em 2024 e neste ano. Além disso, pergunta: se seria possível uma parceria com a Câmara, para “trabalhar em conjunto na elaboração de um projeto de ampliação do benefício”; e se a empresa tem algum informativo sobre o tema.

Beto citou a existência de legislação federal que prevê a concessão de descontos para pessoas com deficiência, nas tarifas de água e de energia elétrica. Segundo ele, a CPFL já está respondendo por e-mail. “Nós precisamos saber da Sabesp, também, e cobrar deles, sermos rigorosos com eles”, afirmou, sobre a importância do cumprimento da normativa federal.

Plenário aprova regulamentações de regras para compras, licitações e contratos

Geral 07.04.2025O Plenário aprovou seis Projetos de Resolução e uma Emenda Modificativa. As proposituras, da Mesa Diretora, promovem adequações em normas relativas a compras e licitaçõesA Câmara aprovou cinco Projetos de Resolução (PR) que regulamentam regras de licitações e contratos no âmbito do Poder Legislativo. De autoria da Mesa Diretora, as proposituras foram votadas em bloco e aprovadas por unanimidade na sessão ordinária desta segunda-feira (7).

O presidente da Câmara, Beto Carvalho (PP), explicou que as regulamentações foram elaboradas por funcionários de carreira da Casa, visando regularizar o Legislativo perante as novas legislações, em conformidade com regras do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP).

O PR 4/2025 estabelece os critérios para uso da forma de pagamento de despesas denominada “regime de adiantamento”, prevista na Lei Federal 4.320/1964. A adequação decorre da revogação da Lei Federal 8666/1993, que fundamentava o regime, anteriormente.

A regulamentação, na Câmara, das contratações diretas previstas na Lei Federal 14133/2021, que dispõe sobre licitações e contratos administrativos, consta do PR 5/2025. Segundo a Mesa, o Projeto visa adaptar o regulamento “à realidade estrutural e aos fluxogramas”.

Ainda foram aprovados os PRs 6 (sobre o “sistema de registro de preços para licitações”), 7 (regulamentando a “pesquisa de preços para aquisição de bens e serviços em geral”) e 8/2025 (com a “ a revisão das atribuições do agente de contratação e equipe de apoio da Câmara”).

Os vereadores também aprovaram o PR 9, que visa “adaptar o regulamento geral da aplicação prática da Lei 14133”. E, ainda por unanimidade, em votação separada, foi aprovada a Emenda Modificativa 2/2025, da Mesa Diretora, que adequa o PR 9 à técnica legislativa.

Projeto que altera Lei de Proteção e Bem-Estar Animal será debatido em audiência

ProfessorAdriel 17.02.2025Edital da audiência pública é assinado pelo presidente da CMA, vereador Professor Adriel: evento será na semana que vem, no Plenário da Câmara (Foto: Arquivo - 17/02/2025)No dia 15 de abril, terça-feira, a partir das 10h30, a Comissão de Meio Ambiente, Educação e Outros Assuntos (CMA), conhecida como Comissão Mista, vai realizar uma audiência pública na Câmara. O evento será no Plenário (Rua Rage Maluf, 61, Centro).

Na oportunidade, será debatido o Projeto de Lei (PL) 5/2025, de autoria da prefeitura, que sugere alterações na lei municipal que trata da proteção e bem-estar animal. O edital de convite para a reunião é assinado pelo presidente da CMA, vereador Professor Adriel (PDT).

O PL altera dois artigos da Lei 3127/2023 e, na prática, transfere as competências e responsabilidades para a Secretaria de Saúde (antes, o desenvolvimento de políticas públicas de proteção animal era de competência da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura).

O cumprimento da lei, que traz “normas para a proteção animal contra condutas lesivas”, caberá aos técnicos e fiscais da Saúde, em parceria com a Segurança Pública. O PL autoriza que ocorra “remoção de lotação de servidores em razão da melhoria dos serviços públicos”.

No PL, o prefeito diz que a mudança se deve à “pertinência temática” e visa “otimizar a execução de ações relacionadas à saúde pública, que naturalmente abrange a vigilância, prevenção e controle de zoonoses, diretamente vinculada às atribuições de saúde pública”.

No edital da audiência pública, o presidente da CMA reforça o convite para autoridades e pessoas interessadas. Além da participação presencial, será possível acompanhar pelo E-democracia - inclusive enviando perguntas - e também pelas redes sociais da Câmara. 

Foto Lado a Lado