Pai e filha recebem homenagens póstumas

Geral 15.09.2025 pls85e86Wal da Farmácia e familiares de João Abilio e Maria das GraçasDois Projetos de Lei (PLs) da vereadora Wal da Farmácia (PSB) foram aprovados por unanimidade nesta segunda-feira (15), na sessão ordinária da Câmara.

As matérias legislativas prestam homenagens póstumas ao senhor João Abilio Furaer e à sua filha, Maria das Graças Campana Furrier Duarte. 

Respectivamente, os munícipes darão nome às Ruas Vinte e Dezenove, localizadas no Loteamento Jardim Vila Rica, no município.

Antes da votação em bloco, a vereadora Wal explicou que se tratava de uma família “muito querida”. Ela leu as histórias de vida e exibiu fotografias. 

Familiares dos homenageados estiveram presentes. Os vereadores Professor Adriel (PDT) e Beto Carvalho (PP), presidente da Câmara, também comentaram.

Biografias

João Abilio nasceu em Monte Sião (MG), em 1928. Conforme o PL 85/25, ele atuou como carreteiro por cerca de 40 anos, “sendo conhecido por ser trabalhador, responsável e honesto”. 

“Desde 1965, prestou seu trabalho em nossa cidade de Monte Mor, quando aqui chegaram, cidade que passou a chamar de sua verdadeira terra natal”, diz a autora. Ele morreu em 2018, aos 90 anos.

Já a filha, Maria das Graças, nasceu em 1960, em Vera Cruz (SP), e mudou-se ainda na infância para Monte Mor, com os pais. 

Conforme o PL 86/2025, ela atuou no Hospital por mais de dez anos, “onde não deu somente seu suor do trabalho, mas seu sorriso acolhedor e suas palavras amigas a quem precisasse”. Morreu em julho de 2014, aos 54 anos.

Wal cita relatos de moradores sobre atuação de empresa e cobra ação do Poder Público

WallDaFarmaciaDiscurso 08.09.2025 0 MG 4481“As instâncias superiores serão acionadas, inclusive a Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo], [...] por essa atividade ao lado do Ribeirão Aterrado”, afirmou a vereadora Wal da Farmácia, na sessão plenáriaA vereadora Wal da Farmácia (PSB) afirma que recebeu em seu gabinete moradores do município, relatando problemas que seriam decorrentes da atuação de uma empresa do ramo de cimento e concreto, que fica instalada às margens do Ribeirão Aterrado, em Monte Mor.  

“Várias ações já foram tomadas pelos moradores próximos, junto ao Poder Público, e nada tem sido feito”, afirmou, citando que a empresa “gera poeira, cimento”, um “barulho fora do normal”, além da queimada de materiais - o que foi apresentado em fotos e vídeos exibidos.

Na sessão ordinária desta segunda-feira (8), a vereadora ainda mostrou ofícios enviados por ela e pelo deputado federal Delegado Palumbo, à prefeitura, sobre o assunto. “Olha a situação que o povo do Campos Dourados e Sam Remo estão vivendo, todos os dias, ali”, afirmou.

A parlamentar também criticou a inércia do município. “O que está acontecendo com o Poder Público local, que nem se dá ao trabalho de atender o deputado federal? Imagine [se vai atender a] nós, vereadores?”, questionou, em seu pronunciamento, cobrando providências.

TRABALHO

Wal ainda destacou que, como vereadora, está fazendo o seu trabalho, tendo em vista a gravidade da denúncia – já que o problema adentraria uma área de preservação permanente (APP). “As instâncias superiores serão acionadas, inclusive a Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo], [...] por essa atividade ao lado do Ribeirão Aterrado”, afirmou, destacando que o caso “demanda muitos cuidados e vistorias minuciosas”. Ela também questionou a falta de atuação da Vigilância Sanitária Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente. “Isso aqui é de conhecimento do Poder Público”, disse. 

Em Explicação Pessoal, vereador rebate acusação de que Câmara “estaria vendida”

AlexandrePinheiro 08.09.2025 01O vereador Alexandre Pinheiro, na sessão plenáriaAo final da sessão ordinária desta segunda-feira (8), o vereador Alexandre Pinheiro (Republicanos) apresentou uma “Questão de Ordem” e, com base nos artigos 138 e 139 do Regimento interno da Câmara, usou o dispositivo denominado “Explicação Pessoal” para rebater a fala que havia sido proferida pela vereadora Wal da Farmácia (PSB), na mesma data.

“Nós acabamos de ouvir há pouco, aqui, uma afirmação gravíssima, [...], da vereadora Wal da Farmácia, de que esta Casa estaria vendida. Quero aqui, em respeito ao povo que nos elegeu, pedir que a nobre apresente então as provas que sustentam uma acusação tão grave”, afirmou, em referência ao discurso proferido pela vereadora ao debater o Projeto de Lei (PL) 37/2025.

“Não se pode lançar acusações dessa magnitude sem responsabilidade, [acusações essas] que colocam em dúvida a honra desta Casa e de todos os vereadores que estão aqui presentes. Se há provas, que sejam trazidas. Se esta Casa está vendida, alguém está comprando. Quem está comprando? Quanto está pagando? Nós não admitiremos que a imagem do Poder Legislativo seja manchada por insinuações sem fundamento”, completou Alexandre.

O DISCURSO

WalDaFarmacia 08.09.2025 02A vereadora Wal da Farmácia, durante discurso“É muito triste ver uma situação de uma Câmara vendida. Como eu posso dizer, um puxadinho da prefeitura”, havia dito Wal, no momentoda discussão do PL, que revogou o programa Tarifa Zero de gratuidade no transporte público municipal. 

Posteriormente, a parlamentar se explicou e pediu desculpas em duas oportunidades. “Na minha fala, eu falei ‘vendido’, eu peço desculpas, estava nervosa. Peço desculpas a todos os nobres vereadores”, afirmou, num primeiro momento, pedindo que a manifestação fosse registrada em ata. 

“Se eu falei vendidos, para vocês, novamente eu peço desculpas. Não foi o ‘vendidos’ que eu quis dizer de grana, não. Mas, sim, de puxadinho, senhor presidente, que nós não podemos ter. Eu estou abalada, eu estou emocionada”, afirmou, depois, na mesma sessão.

Munícipe recebe homenagem póstuma com nome de rua no Vila Rica

Geral PL84 08.09.2025Wal da Farmácia e familiares de Amelia Convissi RogattoA Câmara aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) 84/2025, de autoria da vereadora Wal da Farmácia (PSB), que presta uma homenagem póstuma à senhora Amelia Convissi Rogatto, concedendo o seu nome à Rua Dezoito do Loteamento Jardim Vila Rica. 

“É com muito carinho que eu faço essa homenagem. Sintam-se abraçados”, afirmou a autora, agradecendo a presença de familiares na sessão ordinária da segunda-feira (8). Ela exibiu fotos e leu a biografia integrante da propositura, cuja iniciativa foi elogiada pelos pares.  

Nascida em 1939, em Bálsamo, Amelia foi mãe de seis filhos, além de avó, bisavó e tataravó, tornando-se “um alicerce afetivo” para toda a família, destaca um trecho da Justificativa do PL, já sancionado pelo prefeito. A homenageada faleceu em agosto de 2024.  

“[Ela foi uma] mulher temente a Deus, [e] viveu seus muitos anos na cidade de Monte Mor sendo atuante junto à Igreja Congregação Cristã no Brasil, onde foi, além de admirada por sua fé, amada por toda comunidade”, diz outro trecho da propositura. 

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Foto Lado a Lado