| ✅ Evento é promovido pela Escola do Legislativo (Elemmor), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres. Assista ➡️ 🚺 Atividade tinha como objetivo “analisar as políticas de combate ao feminicídio e ajudar a sociedade a refletir sobre as violações que são praticadas contra as mulheres”. 📰 📷 Acompanhe abaixo a cobertura especial. | |
14h00
Evento contra feminicídio reuniu autoridades na Câmara; veja galeria de imagens
O evento “Câmara de Monte Mor contra o feminicídio e as demais formas de violência contra as mulheres” durou cerca de duas horas, com transmissão ao vivo pela internet.
Promovida pela Escola do Legislativo (Elemmor), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, a atividade contou com a presença de 61 pessoas.
Diversas autoridades, de distintas áreas de atuação, participaram da plenária, reforçando a importância de um diálogo entre os vários setores, visando ao enfrentamento da violência doméstica.
Além dos palestrantes, representantes da sociedade civil puderam discorrer sobre o assunto, reforçando a importância desse trabalho conjunto.
Acompanhe, nesta página, uma cobertura especial sobre o evento.
Galeria de Imagens
(Notícia atualizada às 14h27, para correção da quantidade de pessoas presentes: foram cerca de 60, e não 90, como constava na versão anterior).
12h50
Elemmor reforça importância de ação intersetorial e cita projeto de escola
O diretor da Escola do Legislativo, Márcio Ramos, também destacou a importância de ações intersetoriais no combate ao feminicídio e às outras práticas de violência contra a mulher.
Ele lembrou que, desde 2023, o dia 7 de agosto é definido pelo município de Monte Mor como a data para que escolas realizem ações de combate a esses crimes, garantindo a conscientização.
Ele informou que a Secretaria de Educação foi convidada para o evento desta sexta-feira (6), mas não pôde estar presente.
Além disso, Márcio exibiu um cartaz do projeto “Não se cale”, desenvolvido pela Escola Leonardo Rodrigues da Silva, do São Clemente, em alusão ao Agosto Lilás.
“O desenvolvimento dessas atividades possibilitou aos estudantes refletirem criticamente sobre seus próprios comportamentos”, afirmou, citando a “responsabilidade coletiva” em relação ao assunto.
Segundo o diretor da Elemmor, esse projeto “cumpriu um papel fundamental no processo de formação da cidadania, estimulando atitudes de respeito, solidariedade e justiça social”.
A diretora da Escola, Andressa de Sousa Rodrigues Mesko, esteve presente no evento da Câmara, realizado em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres.
Na ocasião, também foi exibido um vídeo de uma manifestação cultural, artística, relacionada à Lei Maria da Penha e ao combate da violência (assista no YouTube).
12h30
Evento destaca ações de áreas diversas, incluindo Segurança Pública e Saúde
Representando a Patrulha Maria da Penha no evento contra o feminicídio, a servidora da prefeitura Ludmila Santos abordou alguns dados do programa de combate à violência doméstica da Guarda Civil Municipal (GCM).
A Patrulha foi criada pela Lei Municipal 2417/2017, aprovada pela Câmara, e visa “oferecer proteção às mulheres em situação de violência”, via “atuação preventiva e comunitária” da GCM.
Ludmila lembrou que a iniciativa foi “inovadora”, tornando-se uma referência na região e no Estado.
A servidora mencionou que, mensalmente, são recebidas uma média de 15 a 20 ocorrências de medidas protetivas, encaminhadas via Ministério Público.
Segundo ela, a Patrulha Maria da Penha atendeu 126 ocorrências entre junho de 2025 e março de 2026, e fez 1,4 mil fiscalizações de medida protetivas ao longo do último ano.
No evento, a enfermeira Priscila Chacon disse que a Secretaria de Saúde contabilizou 55 casos de violência doméstica, em 2025, via sistema de notificação compulsória.
“A notificação é obrigatória, é sigilosa, e o acolhimento é o primeiro passo”, salientou.
“Então, dentro da Saúde, uma mulher, quando ela decide contar o que ela está vivendo, ela precisa encontrar apoio e não julgamento”, completou a profissional.
Ela disse que médicos e enfermeiros são orientados a promoverem uma consulta “de qualidade”, que viabilize um acolhimento, que “salva vidas”.
Além do “atendimento imediato e humanizado” e da “notificação compulsória” dos casos, Priscila mencionou a coleta de exames e de Profilaxia Pós-Exposição (PEP).
11h30
Enfrentamento da violência exige ação conjunta; medidas legais garantem direitos
Taís Boareto, presidente da OAB Capivari, lembrou que a Advocacia exerce um papel importante, de “orientar, informar e demonstrar os caminhos jurídicos” visando à proteção dos direitos da mulher e da sua dignidade.
A palestrante ressaltou que, além da agressão física, outros tipos de violência, como a moral, a psicológica, a sexual e a patrimonial também estão previstas na legislação brasileira.
“Têm medidas na lei que podem ser utilizadas, para proteger esses direitos dessas mulheres”, afirmou, citando garantias como:
- o pedido de pagamento de pensão alimentícia ao agressor, nos casos de mulheres que dependem financeiramente dele;
- o ingresso da ação de divórcio em qualquer localidade, evitando que o agressor tenha ciência do endereço da vítima.
A advogada ressaltou que a OAB integra o Projeto Flor de Lótus, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, que garante “apoio psicológico, orientação jurídica, assistência social e educacional” às mulheres que sofrem violência doméstica.
Ludmila Santos abordou as políticas desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento, pela Patrulha Maria da Penha e pelo Flor de Lótus.
Ela frisou que, entre as formas de prevenção e enfrentamento da violência está o “reconhecimento e nomeação” da mesma, além de serviços e da conscientização social.
A profissional elencou as políticas da assistência social do município, que incluem:
✔️ atendimentos individualizados de acolhimento e orientação, no CRAS Centro e Jardim Paulista, no CREAS e via Projeto Flor de Lótus;
✔️ acolhimentos no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) exclusivo para mulheres.
Ludmila também citou ações como o acompanhamento e orientação da Patrulha Maria da Penha, e o agendamento de transporte ao Instituto Médico Legal, quando necessário.
11h00
Em 2025, Monte Mor teve 443 casos de violência contra a mulher
No ano passado, Monte Mor contabilizou um total de 211 pedidos de medidas protetivas de mulheres contra os seus agressores.
No mesmo período, “foram formalizados junto ao sistema de Justiça, 443 casos de violência doméstica no nosso município. Ou seja, um número superior a um caso por dia”.
As informações foram repassadas pelo promotor de justiça Pedro José Rocha e Silva.
Ele lembrou que esses dados refletem apenas os casos que foram levados ao conhecimento das autoridades – ou seja, pode haver subnotificação.
Do total de 443 casos de violência, explicou o promotor, 33 são relativos a “descumprimento de medidas protetivas”.
Ainda segundo o representante do Ministério Público, a cidade registrou 1 feminicídio consumado e 1 feminicídio tentado, em 2025.
“Os números são assustadores e sempre que nós paramos para analisá-los, verificamos uma crescente”, afirmou o promotor, citando um cenário de “real pandemia”.
Segundo ele, no ano passado o país registrou 1568 casos de feminicídio – um aumento de 5% em relação a 2024. “Essa crescente das estatísticas continua”, afirmou.
O promotor também citou a importância de que iniciativas realizadas pelos Poderes permitam o diálogo intersetorial, demonstrando preocupação com a efetivação de políticas públicas.
10h27
Estatísticas comprovam gravidade do feminicídio; palestrante cita números
Nely Castanheira, diretora da Escola do Legislativo de Campinas (Elecamp) e presidente da Associação Paulista de Escolas (Apel), citou o aumento do número de feminicídios no Estado de São Paulo e no país.
“Desde 2018, os registros de feminicídio no estado mais populoso do Brasil cresceram na maior parte dos anos, com 2025 registrando o maior número da série histórica disponível (266 casos)”, informou a palestrante, na apresentação.
Ela lembrou que o Brasil teve 12 mil mulheres assassinadas (ou seja, vítimas de feminicídio) na última década. E frisou a importância das Escolas Legislativas, para a conscientização sobre o problema.
Nely afirmou que houve “163 milhões de pesquisas, no Google, no ano passado, de como matar uma mulher sem deixar rastros”.
“Esses números, esses fatos, eles têm que nos dizer alguma coisa”, completou.
Segundo ela, as Escolas Legislativas podem auxiliar a partir da:
✅ Formação e capacitação técnica – inclusive com a promoção de cursos sobre aplicação da Lei Maria da Penha;
✅ Educação cidadã e prevenção – a partir de temas diversos, como debates sobre igualdade de gênero;
✅ Produção e difusão de conhecimento – com a realização de seminários e publicação de estudos.
Exemplares da Lei Maria da Penha em Miúdos foram distribuídos durante o evento.
9h57
Entidades de defesa dos direitos das mulheres participam do evento
O Plenário da Câmara está cheio em mais uma atividade de conscientização.
Representantes de conselhos dos Direitos das Mulheres, da Associação das Mulheres Contra a Violência, do Movimento Promotoras Legais Populares, do Projeto Flor de Lótus e de outras entidades participam da abertura do evento contra o feminicídio, nesta sexta-feira (6).
A OAB de Capivari é representada pela presidente Taís Boareto e pela diretora Maria Inêz Ferreira Da Silva. Do Ministério Público, participa o promotor José Rocha e Silva e, da Polícia Civil de Sumaré, a delegada Nathália Cabral.
“É uma causa legítima, que nós precisamos, sim, nos reunir e lutar em prol dos direitos da mulher”, afirmou a vereadora Camilla Hellen (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres.
No evento, o vereador Alexandre Pinheiro (Republicanos) está representando o presidente Beto Carvalho (PP), ausente por motivo de problema de saúde na família.
O vereador Edson Silva (PL) também participa, assim como servidores públicos municipais.
“É urgente e necessária a reflexão da sociedade e suas instituições sobre a violência de gênero, suas várias formas, em especial o feminicídio, que é a face mais cruel contra a pessoa, por ser mulher”, disse Márcio Ramos, diretor da Escola do Legislativo.
8h31
Mês da Mulher: Plenário sedia evento sobre feminicídio a partir das 9h
Está tudo pronto no Plenário para o evento “Câmara de Monte Mor contra o feminicídio e demais formas de violência contra as mulheres”.
A partir das 9 horas, a Casa deverá receber as 43 pessoas que se inscreveram para a atividade de conscientização, além de autoridades diversas, incluindo vereadores.
Segundo a Escola do Legislativo (Elemmor), a ideia é “analisar as políticas de combate ao feminicídio e ajudar a sociedade a refletir sobre as violações que são praticadas contra as mulheres”.
O evento ocorre às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8).
Além da transmissão ao vivo, pelo YouTube e Facebook, será feita uma cobertura especial, no site da Câmara.
A atividade é organizada pela Escola do Legislativo, em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, presidida pela vereadora Camilla Hellen (Republicanos).
Câmara de Monte Mor Contra o Feminicídio - Cobertura Especial
Design Web: Marcelo Landi e Carlos Malaquias
Reportagens: Rodrigo Galdino
Fotos: Carlos Malaquias
Coordenador de Comunicação: Luciano Martins