Comissão Processante terá 3 vereadores

ComissãoProcessante 29.09.2025Os integrantes da CP (Montagem sobre fotos: 29/09 e Arquivo Câmara - 10/03/25)Os trâmites da Denúncia 2/2025, contra a vereadora Wal da Farmácia (PSB), seguem o rito previsto no Decreto-Lei Federal 201/1967.

Com a aprovação do recebimento da Denúncia, foram sorteados os nomes dos três integrantes da Comissão Processante (CP).

O sorteio ocorreu na sessão ordinária desta segunda-feira (29), quando o texto foi acolhido por dez votos a favor do recebimento e três votos contrários.

Entre si, os integrantes sorteados definiram os cargos

  • Roger Santos (PT): presidente; 
  • Milziane Menezes (MDB): relatora; 
  • Clair Gomes (PSB): membro. 

Em cinco dias, a Comissão Processante deverá notificar a denunciada, que terá dez dias para se defender das acusações, por escrito.

Posteriormente, a CP deverá opinar pelo arquivamento da Denúncia (o que precisará ser referendado pelo Plenário) ou pelo seu prosseguimento. 

Se prosseguir, o processo (a ser concluído dentro de 90 dias) poderá levar à cassação do mandato da vereadora ou à sua absolvição, também a partir de votação do Plenário.  

Denúncia

Presidente municipal do Republicanos, o autor da Denúncia acusa Wal de cometer “quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa” na sessão de 8 de setembro.

Na oportunidade, discursando sobre o Projeto que revogou o programa Tarifa Zero, ela disse que a Câmara seria “vendida”, “um puxadinho da prefeitura”.

A parlamentar se defendeu das acusações de quebra de decoro; reconheceu o erro; e lembrou que “corrigiu” as falas na mesma data, tendo pedido desculpas em duas oportunidades

Suplentes

Segundo a Coordenadoria Legislativa, os suplentes convocados nesta sessão “votam em todos os atos referentes à Denúncia”, mas não podem integrar a Comissão Processante.

Logo, eles poderão assumir os cargos novamente, caso a CP decida pela continuidade do processo.

A convocação dos suplentes ocorre porque Wal e Camilla Hellen (Republicanos) foram consideradas impedidas de votar a matéria: a primeira por ser a denunciada e a segunda em virtude de relação com o denunciante. 

Na sessão desta segunda-feira, Tuti do Morro (PSB) e Valdecir Domingues (Republicanos) assumiram os cargos, temporariamente, para votar o recebimento da Denúncia. Tuti foi contrário e Valdecir, a favor. 

Imagens

Wal da Farmácia se defende de acusações

WallDaFarmacia 29.09.2025 MG 5671“Querem cassar meu mandato porque não concordo com as decisões do prefeito”, disse WalApós a leitura da Denúncia 2/2025, que acusa Wal da Farmácia (PSB) de “quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa”, a parlamentar se defendeu.

Em discurso que durou cerca de 10 minutos, ela disse que a decisão do Plenário, quanto ao recebimento da Denúncia, aprovado por dez a três, seria “política e não técnica”. 

“Querem abrir uma Comissão Processante contra essa vereadora por [...] eu estar a favor da população”, alegou, citando que votou contra o aumento de cargos na prefeitura, por exemplo, e lutou pela manutenção do programa Tarifa Zero.

A declaração que originou a Denúncia ocorreu na discussão do Projeto do Tarifa Zero. Na oportunidade, ela disse que a Câmara seria “vendida”, “um puxadinho da prefeitura”.

“Querem abrir uma Comissão Processante contra essa vereadora por [eu] votar contra os interesses do prefeito Murilo Rinaldo”, disse, nesta segunda. “Fui eleita pelo povo, e é pelo povo que eu trabalho, é pelo povo que luto diariamente”, afirmou.

Consciência em paz

“Tenho minha consciência em paz. Eu errei. Só que não mencionaram ali [na Denúncia] que eu corrigi imediatamente, depois eu subi nessa tribuna, corrigi novamente”, afirmou.

Ela se referia aos dois pedidos de desculpas feitos no dia do discurso, em 8 de setembro. 

“Tudo, tudo mesmo, será esclarecido na Justiça, se assim precisar. Errar é humano, reconhecer o erro é nobreza, perdoar é divino”, completou, noutro trecho, nesta segunda.

Wal ainda disse que quando mencionou a palavra “vendidos”, não se referia a “money” (dinheiro), mas sim a “cargos”. E pediu que os vereadores refletissem sobre o voto.

“Querem cassar o meu mandato porque eu não concordo com as decisões do prefeito”, finalizou.

Mais comentários

O vereador Bruno Leite (UNIÃO) disse que repudia a fala de que a Câmara seria “vendida”; destacou que respeita o voto dos pares; e pediu união e respeito, na Câmara. Ele ainda lembrou que Wal se desculpou pelo discurso proferido.

Bruno votou contra a Denúncia, assim como João do Bar (PSB) e Tuti do Morro (PSB). 

Plenário recebe Denúncia contra vereadora

Telão 29.09.2025 MG 5679Painel de votação: a Denúncia foi recebida com dez votos a favor e três contrários O Plenário acolheu o recebimento da Denúncia 2/2025, apresentada por um “cidadão/eleitor”, presidente municipal do partido Republicanos, contra a vereadora Wal da Farmácia (PSB).

A votação ocorreu na sessão ordinária desta segunda-feira (29). Foram dez votos a favor do recebimento da Denúncia e três votos contrários.

A Denúncia afirma que a vereadora teria cometido “quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa”, em discurso realizado na sessão ordinária de 8 de setembro

Naquela data, Wal afirmou: 

– “É muito triste ver uma situação de uma Câmara vendida. Como eu posso dizer, um puxadinho da prefeitura”.

Tais declarações, para o denunciante, “atingem diretamente a dignidade e a honra desta Casa Legislativa e de seus membros”. 

O autor diz que as falas são “uma acusação gravíssima de venalidade e corrupção, imputando condutas delituosas a todos os membros desta Casa, sem apresentar qualquer prova”. 

E pede que, ao final do processo, a vereadora seja “condenada à perda do mandato”, caso seja comprovada quebra de decoro e infração político-administrativa. 

Pedidos de desculpas

A vereadora se desculpou em duas oportunidades no dia da declaração que originou a Denúncia. 

“Se eu falei vendidos, para vocês, novamente eu peço desculpas. Não foi o ‘vendidos’ que eu quis dizer de grana, não. Mas, sim, de puxadinho, senhor presidente, que nós não podemos ter”, disse, num dos momentos.

Nesta segunda, Wal se defendeu, reconheceu o erro e lembrou que corrigiu as falas na mesma data; depois da votação, foi formada a Comissão Processante (CP) que vai apurar os fatos. 

Leia mais detalhes sobre a defesa da denunciada e sobre a CP nas próximas reportagens.

Posse de suplentes

O presidente Beto Carvalho (PP) explicou que, devido ao impedimento de Wal e Camilla Hellen (Republicanos) votarem a Denúncia, seriam empossados os respectivos suplentes:

  • Tuti do Morro (PSB) e
  • Valdecir Domingues (Republicanos)

Os parlamentares se comprometeram a seguir o juramento previsto no Regimento Interno. Ao final da sessão, as duas vereadoras reassumiram seus cargos. 

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Alexandre defende fiscalizar o hospital

AlexandrePinheiroDiscurso 240.09.2025 MG 5436Segundo Alexandre, Hospital também estaria devendo cerca de R$ 1,1 milhão à CPFLO vereador Alexandre Pinheiro (Republicanos) é autor do pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara, para apurar “possível falta de gestão” no Hospital Beneficente Sagrado Coração de Jesus.

Na sessão ordinária, na última quarta-feira (24), ele lamentou que o Hospital, “ao invés de prestar os devidos esclarecimentos à população e a esta Casa, ingressou na Justiça [...] para impedir a abertura” da Comissão.

“E, pasmem, a Justiça deferiu esse pedido, suspendendo as investigações”, disse, comentando que “esse documento segue em segredo de justiça”, mas foi vazado em grupos de WhatsApp.

Nova Denúncia

Alexandre também disse que, “enquanto tentam impedir que nós, vereadores, eleitos pelo povo, possamos exercer nosso papel de fiscalização”, surgiu uma nova denúncia, de que o hospital seria “caloteiro”.

Conforme o parlamentar, a entidade estaria devendo cerca de R$ 1,1 milhão à empresa de energia CPFL – e que o Ministério Público, inclusive, “avalia a abertura de um possível inquérito civil”, devido a essa inadimplência.

Ele também disse que o Hospital “deveria ser referência em cuidado”, mas está “atolado em dívidas e em denúncias”. 

E defendeu que o Poder Legislativo possa fiscalizar a entidade. “O povo exige respostas”, salientou. 

Foto Lado a Lado